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Turcos ignoram ameaças do governo e voltam às ruas para protestar

Polícia voltou a usar gás lacrimogêneo e jatos d’água para tentar retirar manifestantes da Praça Taksim, em Istambul

Por Da Redação 11 jun 2013, 20h29

Os confrontos entre manifestantes e policiais em Istambul recomeçaram na noite desta terça-feira mesmo depois da ameaça do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan de que não haveria mais “tolerância”. Usando gás lacrimogêneo, a polícia conseguiu liberar a Praça Taksim pela manhã, mas uma multidão voltou mais tarde. O governador de Istambul, Huseyin Avni Mutlu, também adotou um tom duro ao afirmar que as operações policiais vão continuar noite e dia até que a praça seja liberada. A polícia voltou a usar bombas de gás contra os manifestantes, deixando uma espessa nuvem de fumaça envolveu o centro da cidade. O som de sirenes de ambulâncias se espalhou pela região.

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Os protestos começaram no fim de maio com a tentativa de impedir que as árvores do Parque Gezi, adjacente à Taksim, dessem lugar a um shopping. O movimento atraiu representantes de vários grupos da sociedade turca, incluindo seculares da classe média, jovens e intelectuais. As reivindicações inclui de um novo planos de desenvolvimento urbano para Istambul a medidas do governo que ditam os costumes da população, como a restrição ao consumo de álcool. Em comum estão os gritos contra a escalada autoritária de Erdogan, no poder há dez anos.

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Pela manhã, a polícia usou megafones para pedir aos manifestantes que deixassem a praça, para em seguida apelar a canhões de água, gás lacrimogêneo e balas de borracha para expulsá-los. Os policiais também retiraram banners colocados pelos manifestantes em um prédio em frente à praça. No lugar, puseram uma bandeira do país e uma foto de Mustafa Kemal Ataturk – a imagem do fundador da Turquia moderna. Embora Istambul tenha se tornado o centro dos protestos, foram realizadas manifestações na capital Ancara, onde também houve confrontos com a polícia, e em várias outras cidades do país.

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