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Tufão Dolphin deixa mais de 50 mil imóveis sem energia no Japão

Tempestade deixou seis feridos em Okinawa e deve atingir a costa leste da China entre domingo e segunda-feira

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 ago 2026, 10h23
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O tufão Dolphin atingiu a província de Okinawa, no sul do Japão, neste sábado, 8, deixando seis pessoas feridas e mais de 50 mil imóveis sem energia elétrica. A tempestade, que registrou ventos sustentados de até 162 km/h e rajadas de 216 km/h, também provocou o cancelamento de voos e deve avançar em direção à costa leste da China.

Em Okinawa, cinco idosos ficaram feridos, três deles após caírem por causa dos fortes ventos. Outra pessoa se feriu na província de Kagoshima. Cerca de 39 mil imóveis ficaram sem energia em Kagoshima, enquanto pouco mais de 12 mil foram afetados em Okinawa. As companhias aéreas ANA e Japan Airlines cancelaram voos de e para Okinawa em razão das condições meteorológicas. As ilhas de Okinawa e Amami, em Kagoshima, são as principais áreas do Japão sob influência da tempestade.

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Na China, onde o tufão deve tocar o solo entre o fim de domingo e o início de segunda-feira, as autoridades classificaram o Dolphin como um tufão de categoria laranja, o segundo nível mais alto de alerta. A previsão é de que a tempestade atinja a costa entre Zhoushan, na província de Zhejiang, e Fuding, na província de Fujian.

O Centro Meteorológico Nacional da China prevê ventos de até 45 metros por segundo próximos ao centro do tufão. O Centro Nacional de Previsão Marinha manteve neste sábado o alerta vermelho para ondas, com previsão de ondas entre 5 e 8 metros nas águas costeiras de Zhejiang até a tarde de domingo. Diante do risco de inundações e deslizamentos, autoridades chinesas elevaram o nível de resposta de emergência para o nível III. Também foram emitidos cinco alertas meteorológicos e de desastres, incluindo avisos laranja para tufões, chuvas fortes e riscos geológicos e um alerta vermelho para torrentes de montanha.

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Portos e aeroportos suspendem operações

A chegada do Dolphin levou à interrupção de atividades em diferentes pontos do leste da China. Zhejiang, uma das principais províncias industriais e exportadoras do país, elevou seu alerta de tufão costeiro ao nível máximo e suspendeu as operações portuárias.

Balsas foram suspensas em áreas do leste e sul do país, obras de construção foram interrompidas e barcos de pesca receberam ordem para retornar aos portos. O Aeroporto Internacional de Ningbo Lishe, em Zhejiang, anunciou a suspensão de todos os voos previstos para domingo. O porto de Yangshan, em Xangai, já estava sem embarcações no fim da sexta-feira. Alguns serviços ferroviários no Delta do Rio Yangtzé também serão suspensos a partir de domingo.

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A previsão é de que chuvas e ventos fortes atinjam o leste da China até 12 de agosto, incluindo Xangai e províncias vizinhas. Algumas regiões podem registrar precipitações superiores a 80 milímetros por hora, acompanhadas de trovoadas e ventos intensos. Em Taiwan, 78 voos, a maioria internacionais, foram cancelados devido à passagem do tufão. Fortes chuvas são esperadas no norte da ilha durante o fim de semana, mas não havia ordens de evacuação até este sábado.

A passagem do Dolphin também gerou tensão entre China e Taiwan. Pequim determinou que navios que atravessam o Estreito de Taiwan devem seguir suas instruções de controle de tráfego em razão do tufão. Taipei classificou a medida como “ridícula” e afirmou que a China não tem autoridade para restringir o acesso a águas internacionais.

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