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Trump volta a pedir que apoiadores ‘revertam’ resultado das eleições

Mesmo depois de autorizar transição de governo na segunda-feira 23, presidente recusa-se a admitir derrota abertamente e volta a falar em 'fraude'

Por Da Redação 25 nov 2020, 18h59

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu aos seus partidários nesta quarta-feira, 25, para aumentarem os esforços na refutação dos resultados das eleições presidenciais, vencidas pelo democrata Joe Biden. Novamente, o republicano alegou, sem provas, “fraude eleitoral” na contagem dos votos.

“Temos que reverter a eleição”, disse Trump em telefonema com partidários republicanos na Pensilvânia. “Esta eleição foi fraudada”, acrescentou, repetindo teorias rejeitadas em tribunais de todo o país.

Na segunda-feira 23, o presidente permitiu que a Administração de Serviços Gerais, agência governamental responsável pela liberação de recursos para a transição de governo, autorizasse o início do processo – mais de duas semanas após a confirmação do resultado. Contudo, ele continuou se recusando a admitir sua derrota abertamente.

De acordo com a mídia americana, Trump encontrou-se com seu advogado Rudy Giuliani na cidade de Gettysburg, na Pensilvânia, para uma reunião com legisladores do estado sobre supostos “problemas” durante a votação em 3 de novembro.

Em resposta ao republicano, Biden declarou que os americanos não permitirão que os resultados das eleições sejam ignorados.

“Nos Estados Unidos, temos eleições íntegras, justas e livres, e depois respeitamos os resultados”, disse o presidente eleito durante um discurso em seu reduto político de Wilmington, Delaware. “O povo desta nação e as leis do país não aceitarão outra coisa”.

O democrata também pediu, como é seu mote, que se ponha um fim à “sombria temporada de divisões” no país.

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Nenhuma fraude foi comprovada durante as eleições presidenciais americanas. Uma a uma, as ações judiciais da equipe de Trump fracassaram, muitas rejeitadas pelos juízes por falta de mérito. Estados com resultados apertados, como Geórgia, Michigan e Pensilvânia, já confirmaram pela segunda vez, após recontagem, a vitória do democrata.

Na luta contra o resultado oficial, Trump aparece cada vez mais isolado – tanto aos olhos do mundo quanto nas fileiras de seu Partido Republicano.

Biden disse à emissora NBC que já conversou com mais de 20 líderes, todos “animados com o fato de os Estados Unidos estarem reafirmando seu papel no mundo e construindo coalizões”.

“A eleição acabou”, disse Kate Bedingfield, porta-voz de Biden. “Quase todos na Terra aceitaram a verdade, exceto Donald Trump e Rudy Giuliani”.

Nesta quarta-feira, o presidente da China, Xi Jinping, parabenizou o presidente-eleito, em um momento de relações historicamente ruim por conta da enérgica agenda diplomática e comercial de Trump, que impôs tarifas, sanções a empresas do país asiático e manteve uma tensa disputa estratégica e militar na região.

“Esperamos que os dois lados sustentem o espírito de não conflito e não confronto, respeito mútuo e cooperação mútua, foquem em cooperação, controle de diferenças e promovam um desenvolvimento saudável e estável de relações entre China e EUA”, disse Xi, segundo documento do Ministério das Relações Exteriores da China.

(Com AFP)

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