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Trump volta a minimizar comoção sobre interferência russa em eleição

O presidente chama o caso de "grande farsa" em meio a acusações de que seu ex-assessor de política externa, Carter Page, atuou como informante dos russos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a se referir à comoção sobre a interferência da Rússia na eleição americana como “uma grande farsa”. Em mensagens publicadas hoje (23) em sua conta no Twitter, o presidente minimizou o significado do episódio e da investigação dos Estados Unidos em relação ao caso.

“Agora descobrimos que foi, de fato, o dossiê falso e não verificado, pago por Hillary Clinton e pelo DNC (sigla em inglês para designar o partido democrata), que foi conscientemente e falsamente submetido à FISA (a corte da inteligência americana) e que foi responsável por iniciar a totalmente conflituosa e desacreditada Caça às Bruxas de [Robert] Mueller!”, escreveu.

O tweet se refere a um documento de mais de 400 páginas divulgado no sábado pelo Departamento de Justiça do FBI, que foi usado para obter uma autorização da FISA em outubro de 2016 a fim de monitorar o ex-assessor de política externa de Trump, Carter Page, acusado de atuar como um informante para os russos.

Trump passou dias tentando tranquilizar o país de que aceita que a Rússia interferiu na eleição de 2016 após ter enfraquecido publicamente o papel das agências de inteligência dos Estados Unidos em entrevista coletiva ao lado do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Mas, neste domingo, Trump lançou dúvidas mais uma vez sobre o assunto. “Então o presidente Obama sabia sobre a Rússia antes da eleição”, escreveu em sua rede social. “Por que ele não fez algo sobre isso? Porque é tudo um grande farsa, essa é a razão.”

(Com Estadão Conteúdo)