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Trump se recusa a ver supremacismo como ameaça crescente

Terrorista responsável por matar 49 pessoas em duas mesquitas da Nova Zelândia diz que presidente americano é “símbolo da identidade branca renovada”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 15, que não vê o nacionalismo supremacista branco como uma ameaça crescente, depois de ter lamentado e condenado o atentado a duas mesquitas que deixaram 49 mortos na Nova Zelândia. O ataque foi cometido por um australiano de 28 anos, Brenton Tarrant, que se diz “fascista etnonacionalista” e “homem branco comum”.

“Na verdade, não”, disse o presidente americano ao ser questionado por jornalistas na Casa Branca sobre essa ameaça. “Acredito que é um grupo muito pequeno de pessoas com problemas muito, muito graves. Certamente é algo terrível”, completou.

Tarrant, que filmou seus ataques com uma câmera presa ao corpo, deixou um manifesto com teor supremacista e ultranacionalista no qual afirma que Donald Trump é “um símbolo da identidade branca renovada”. Também alegou ter recebido a “bênção” do terrorista de extrema direita Anders Breivik, que matou 77 pessoas na Noruega há oito anos.

O presidente americano, porém, disse aos jornalistas não ter lido o documento. Mercedes Schlapp, porta-voz da Casa Branca, considerou que ligar o presidente americano ao terrorista australiano é “indigno”. Ela definiu Tarrant como um “transtornado”.

Trump conversou mais cedo com a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, e enviou condolências logo depois dos ataques. “Os locais sagrados de culto se transformaram em cenas de assassinatos malvados. Todos vimos o que ocorreu. É algo horrível, horrível”, explicou Trump após a ligação.

Em outubro do ano passado, o americano Rob Bowers, de 46 anos de idade, matou 11 pessoas dentro de uma sinagoga Pittsburgh, no estado da Pensilvânia, também no dia semanal de orações. Ele teria mencionado que mataria judeus.

(Com EFE)