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Trump se encontrará com rainha Elizabeth e May apesar de coro de críticas

Viagem do presidente americano ao Reino Unido recebeu muitas críticas, principalmente por posicionamento do republicano sobre imigração e terrorismo

Por Da Redação - 5 jul 2018, 16h08

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viajará ao Reino Unido na próxima quinta-feira (12) para uma visita de Estado. O líder tem encontros marcados com a rainha Elizabeth e com a primeira-ministra Theresa May.

Quando Trump se encontrar com a rainha, vai se tornar o 12º presidente dos Estados Unidos que a monarca conhece em seus 66 anos no trono, um período recorde na história britânica.

Com exceção de Lyndon Johnson, Elizabeth conheceu todos os líderes americanos desde Harry S. Truman, nos anos 1940. Porém, nenhum outro encontro com um presidente dos Estados Unidos provocou tanta oposição e polêmica no Reino Unido quanto a visita de Trump.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, ofereceu a Trump uma visita de Estado – status repleto de pompa, que inclui o seu translado até o Palácio de Buckingham em carruagem e escolta da cavalaria e um banquete oferecido pela rainha. May foi a primeira líder estrangeira a visitar Trump na Casa Branca após sua posse, em janeiro de 2017.

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Só dois outros presidentes americanos –Barack Obama e George W. Bush– foram convidados para visitas de Estado completas. Trump terá uma menos sofisticada do que se propôs originalmente, mas se encontrará com a rainha Elizabeth.

Críticas

O decreto de Trump proibindo o ingresso de viajantes de vários países de maioria muçulmana nos Estados Unidos causou repúdio generalizado no Reino Unido. Pior ainda foi sua iniciativa de compartilhar um tuíte da vice-líder do partido de extrema-direita Britain First, Jayda Fransen, com conteúdo anti-muçulmano. Parlamentares britânicos se opuseram à sua presença no país.

Recentemente, a separação de crianças imigrantes de seus pais na fronteira EUA-México ressuscitou os pedidos para que May cancelasse a visita de Trump.

“O presidente Trump prendeu mais de 2.000 crianças em jaulas e está se recusando a libertá-las a menos que possa construir um muro”, disse o parlamentar Gavin Shuker, do Partido Trabalhista, a May. “Ele saiu do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas; ele tem elogiado o tratamento de Kim Jong-un (líder da Coreia do Norte) ao seu próprio povo; e ele rejeitou muçulmanos. O que este homem tem que fazer para que o convite feito pela primeira-ministra seja revogado?”, questionou.

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Depois que foi convidado por May no ano passado, mais de 1,86 milhão de pessoas assinaram uma petição dizendo que Trump não deveria ter direito a uma visita de Estado porque isso poderia constranger a rainha.

Manifestantes também instalarão um balão de seis metros de altura com a imagem do presidente vestido como um bebê perto do Parlamento na sexta-feira (13) pela manhã. O balão, apelidado de “Trump baby”, deve ficar exposto por duas horas sobre os jardins do Legislativo britânico e custou 16.000 libras.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, autorizou a instalação do balão. “O prefeito apoia o direito a protestos pacíficos e entende que eles podem tomar formas diferentes”, afirmou seu porta-voz.

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Khan e Trump tem um longo histórico de desentendimentos, principalmente nas redes sociais, em torno de temas como criminalidade e terrorismo. O prefeito de Londres foi um dos principais opositores à visita do presidente americano.

(Com Reuters)

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