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Trump se encontra com a rainha Elizabeth e se esquiva de protestos

O balão 'bebê Trump' foi inflado ao lado do Parlamento britânico; na Escócia para jogar golfe, o presidente americano não escapa de protestos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ter se esquivado dos protestos contra sua primeira visita oficial à Grã-Bretanha nos últimos dois dias. Em especial, durante sua visita desta sexta-feira 13 à rainha Elizabeth, no Castelo de Windsor. Mas sua recepção em Glasgow, na Escócia, foi marcada por manifestações veementes de repúdio à sua presença.

À sua espera, não estava apenas o ministro do Reino Unido para a Escócia, David Mundell. A organização Scotland United against Trump (“Escócia Unida contra Trump”, em tradução livre) liderou uma série de protestos na praça George Square, no centro da cidade. Os manifestantes traziam cartazes com as frases: “Escócia diz não a Trump” e “Solidariedade com as famílias mexicanas”. Grupos ecoavam o slogan: “Volte aos Estados Unidos para tornar a Escócia grande de novo”.

Em uma referência ao muro que Trump pretende construir em toda a extensão da fronteira Estados Unidos-México, os manifestantes levantaram um mural onde colaram declarações em favor do multiculturalismo, contra as fronteiras e em defesa do feminismo.

Entre os que discursaram durante o evento estavam Keith Brown, vice-presidente do Partido Nacionalista Escocês, que governa a Escócia, e o líder do Partido Trabalhista escocês, Richard Leonard. Em lados opostos, ambos os políticos concordaram que a Escócia se opõe à “política de divisão e ódio” de Trump.

Na cidade de Dundee, a nordeste de Edimburgo, e nas ilhas Órcades, no norte, o protesto deu-se em “piqueniques de resistência”, em solidariedade aos imigrantes mexicanos presos e separados de suas crianças na fronteira por causa da política adotada por Trump desde o início de maio.

No sábado, novas manifestações estão previstas na frente do Parlamento escocês contra as políticas de Trump, que permanecerá até domingo na Escócia por razões pessoais. Acompanhado da primeira-dama, Melania, o presidente americano quer se dedicar à prática do golfe, seu esporte favorito, no complexo de luxo Turnberry, um empreendimento de sua empresa na região de Ayrshire, no litoral sudoeste da Escócia.

Encontro real

Em sintonia com a lógica do governo britânico de poupar Trump das manifestações públicas em Londres, o presidente americano foi recebido pela rainha Elizabeth no castelo de Windsor, a cerca de 35 quilômetros da capital do Reino Unido.

Na capital britânica, o balão de 30 metros “bebê Trump” fora inflado ao lado do Parlamento britânico enquanto manifestantes se avolumavam no local para protestar contra sua presença. O balão foi construído com base em uma caricatura de Trump, desenhado como um bebê com um telefone celular na mão.

Manifestantes seguram um boneco inflável retratando o presidente dos Estados Unidos, na Praça do Parlamento. durante a visita de Donald Trump e da primeira-dama, Melania, a Londres, Inglaterra – 13/07/2018

Manifestantes seguram um boneco inflável retratando o presidente dos Estados Unidos, na Praça do Parlamento. durante a visita de Donald Trump e da primeira-dama, Melania, a Londres, Inglaterra – 13/07/2018 (Peter Nicholls/Reuters)

Longe desses protestos, Trump se expôs aos protocolos seculares do castelo de Windsor e agiu como esperado: parou abruptamente durante a revista às tropas e, com isso, fez a monarca dar uma volta a seu redor.

As pompas de uma visita como esta foram reduzidas por não se darem no Palácio de Buckingham, onde a rainha costuma receber os chefes de Estado, trazidos em carruagem real e sob escolta da cavalaria, e oferecer-lhes um banquete. Mas em Windsor, Trump e Melania pelo menos puderem tomar um chá com a rainha Elizabeth.

Antes de sua ida ao castelo, Trump chamara a rainha britânica de “mulher tremenda”. Pela manhã ele havia visitado uma academia militar britânica em Sandhurst e se encontrado novamente com a  primeira-ministra britânica, Theresa May, em sua residência de campo em Chequers. O americano concordou com o plano de May de negociação de um acordo comercial entre os dois países.

(Con EFE e Reuters)

 

 

Comentários

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  1. Luiz Chevelle

    Trump, o vexame.

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