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Trump se diz “arrependido” por declarações “no calor do debate”

O candidato republicano à Casa Branca afirmou que disse "coisas erradas", mas defendeu sua escolha de nunca ser "politicamente correto”

O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrou um lado que até então havia escondido em sua campanha: o arrependido. “Às vezes, no calor do debate e falando sobre vários assuntos, você não escolhe as palavras corretas ou você diz algo errado”, afirmou o magnata durante um comício nessa quinta-feira. “Eu fiz isso e, acreditem ou não, me arrependo”.

Trump foi criticado desde sua candidatura, até mesmo por seus colegas de partido, por passar do tom e se envolver em polêmicas, pelas quais nunca se desculpou. Nesta semana, o republicano também anunciou uma reestruturação de sua equipe de campanha, o que pareceu um alerta de que não iria mudar o estilo direto e agressivo, “abafado” por alguns assessores.

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Apesar do “arrependimento”, Trump voltou a afirmar que “nunca foi politicamente correto” porque “leva tempo demais e pode tornar mais difícil atingir a vitória”. Além disso, o bilionário justificou seu temperamento pelo fato de que “não é um político” de carreira, mas alguém “que dedicou toda sua vida a fazer negócios”.

Muitos esperavam que após ser proclamado oficialmente como candidato, Trump moderaria seus gestos, mas longe disso, protagonizou uma espiral de polêmicas que o afundou nas pesquisas. Em seus discursos mais recentes, o magnata disse que a rival democrata Hillary Clinton era fundadora do grupo extremista Estado Islâmico (EI) e pediu aos defensores do porte de armas para “fazerem algo” para impedir que ela chegasse à Casa Branca.

Renúncia

Trump anunciou nesta sexta-feira a renúncia de seu chefe de campanha, Paul Manafort. Até esta semana, Manafort era o principal assessor da campanha do magnata, porém, foi colocado em segundo plano e perdeu poder após mudanças na equipe. Ontem, Trump divulgou a adesão de Stephen Bannon, chefe do site de notícias conservador Breitbart News, como “CEO do time de campanha”  e de Kellyanne Conway, consultora política e chefe da empresa de pesquisa Polling Company, como “gerente de campanha”. “Eu aprecio Paul pelo grande trabalho que nos ajudou a chegar até aqui”, declarou o candidato.

(Com EFE)

Comentários

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  1. Sergio Cihgral

    Apesar de Trump, o vultoso apoio eletivo a Trump reflete a insatisfação e a ojeriza popular à hipocrisia do “politicamente correto” e à ditadura do “relativismo absoluto. Os ocidentais cansaram; chega… mas ainda não surgiram lideranças políticas que pudessem catalisar e refletir este anseio populacional.

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  2. José Carlos Lopes de Oliveira

    Esse daí está mais para um lulla mal acabado do que pra presidente. Só que ele é rico e não precisa roubar, mesmo porque se roubar, não vai ter STF para quebrar o galho.

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