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Trump reverte diretriz de armas cibernéticas para abrandar restrições

Política que estabelece regras internas para ciberataques foi assinada por Barack Obama em 2012

Por Da Redação Atualizado em 16 ago 2018, 16h01 - Publicado em 16 ago 2018, 10h04

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reverteu um memorando de seu antecessor na Casa Branca, o democrata Barack Obama, que determina como e quando o governo pode empregar armas cibernéticas contra seus adversários.

A medida busca afrouxar restrições sobre esse tipo de operação, de acordo com fontes familiarizadas com a ação.

Trump assinou uma ordem nesta quarta-feira (15) revertendo as regras confidenciais, conhecidas como Diretriz de Política Presidencial 20. As normas mapeavam um elaborado processo que deveria ser cumprido pelas muitas agências de inteligência e segurança do país antes de os Estados Unidos conduzirem ciberataques, particularmente aqueles voltados para adversários externos.

Embora a política seja confidencial, seus conteúdos se tornaram públicos quando ela foi vazada em 2013 pelo ex-prestador de serviços de inteligência Edward Snowden. Ela foi assinada por Obama em 2012.

  • Não está claro que regras Trump está adotando para substituir a diretriz de Obama. Uma série de oficiais americanos na ativa confirmaram que a diretriz foi substituída, mas se recusaram a detalhar as mudanças, citando a natureza confidencial do processo.

    Segundo uma autoridade de governo a par da decisão, a medida de Trump é um “passo à frente ofensivo”, com a intenção de apoiar operações militares, conter influência eleitoral estrangeira e impedir o roubo de propriedade intelectual ao se opor a essas ameaças com respostas de maior poderio.

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    Parlamentares vem questionando nos últimos meses se as camadas de obstáculos burocráticos implementadas pelas diretrizes de Obama poderiam ter limitado a capacidade do Comando Cibernético dos Estados Unidos em responder aos esforços da Rússia para interferir nas eleições americanas.

    O Comando é a principal agência responsável por conduzir missões de ofensiva cibernética nos Estados Unidos. O órgão também deve proteger o país contra ciberataques estrangeiros.

    As armas cibernéticas podem ser empregadas para fins que vão muito além da espionagem e do roubo de dados pessoais com fins econômicos ou políticos. Vão de vírus de computadores a lasers e aparelhos para causar interferência nos sinais de rádio adversários.

    Durante o governo Obama, foram empregadas com mais frequência para desviar ataques inimigos.

    Apoiadores desse tipo de tecnologia acreditam que, durante o segundo mandato do democrata, os ataques cibernéticos e eletrônicos conseguiram sabotar o programa de mísseis da Coreia do Norte. A tecnologia teria sido usada para explodir ou desviar os foguetes militares de Kim Jong-un, criando uma vantagem nova para as defesas antimísseis dos Estados Unidos. O sucesso das armas contra o regime norte-coreano nunca foi comprovado oficialmente.

    (Com Estadão Conteúdo)

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