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Trump revela última conversa com senador aliado Lindsey Graham, que morreu aos 71 anos

Em comunicado, gabinete de Graham informou que ele faleceu na noite de sábado, 11, em decorrência de uma 'breve e repentina doença'

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 jul 2026, 16h04
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 12, que conversou com o senador republicano Lindsey Graham, seu aliado e conselheiro de política externa, horas antes da morte do congressista aos 71 anos. Em comunicado, o gabinete de Graham informou que ele faleceu na noite de sábado, 11, em decorrência de uma “breve e repentina doença”.

Em entrevista à emissora americana NBC News, Trump contou que “além de estar cansado, ele estava bem” e que Graham tinha acabado de retornar de uma viagem a Kiev, capital da Ucrânia. O mandatário da Casa Branca disse que o senador era como “como um membro da família” e que conversavam regularmente por telefonemas. Os dois costumavam a jogar golfe juntos. No último bate-papo, eles discutiram sobre o projeto de lei SAVE America Act, que propõe que eleitores apresentem comprovante de cidadania para votar nos EUA.

“Ele disse que estava cansado, mas que queria aprovar o SAVE America Act, e eu disse: ‘Bem, nós vamos conseguir, Lindsey. Nós vamos conseguir. Te vejo em breve'”, disse Trump à NBC, que também informou que os dois planejavam se encontrar neste domingo.

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De crítico a aliado

O líder americano não poupou elogios ao aliado, afirmando que Graham tinha uma “habilidade única”, era uma “boa pessoa” e “um político excelente”. O parlamentar, segundo Trump, estava sempre disposto a ajudá-lo nos meandros do Congresso dos EUA e “adorava ser político”.

“Se eu tivesse um problema, um problema de verdade, eu não costumava pedir. Mas se eu tivesse um problema com um democrata, ele poderia resolver”, apontou ele, acrescentando que a morte de Graham foi “um fim rápido, e talvez essa não seja a pior maneira de partir”.

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Graham passou de crítico mordaz a aliado de Trump, com quem chegou a disputar as eleições de 2016. Após o republicano retornar à Casa Branca, em janeiro do ano passado, o senador mudou de postura e tornou-se um dos principais conselheiros de Trump em assuntos relacionados à política externa. Ele pressionou Trump para que apoiasse a Ucrânia na guerra contra a Rússia, tendo participado de um encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, um dia antes de falecer.

O congressista, eleito pela primeira vez em 2002, também mantinha uma posição linha-dura contra o Irã e apoiava a intervenção militar no país do Oriente Médio. No mês passado, ecoou a declaração de Trump de que Teerã estava em apuros — embora análises mostrem que o governo americano subestimou a força iraniana. “Para aqueles que dizem que o Irã está mais forte agora do que antes, isso é um insulto às forças armadas americanas e um pensamento delirante, porque a economia iraniana está em ruínas”, escreveu em publicação nas redes.

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