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Trump rejeita oferta da Otan para ajudar em Ormuz e pede que ‘fiquem de fora’

Presidente dos EUA critica aliança militar em meio a reunião europeia sobre reabertura permanente do estreito, destravado pelo Irã nesta sexta, 17

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 abr 2026, 13h03
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 17, que rejeitou uma oferta da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para ajudar a garantir a segurança do Estreito de Ormuz — depois que o Irã anunciou que ele havia sido reaberto — e pediu que a aliança “fique de fora”.

“Agora que a situação no Estreito de Ormuz foi concluída, recebi um telefonema da Otan perguntando se precisaríamos de ajuda. EU DISSE A ELES PARA QUE FIQUEM DE FORA, A MENOS QUE QUEIRAM APENAS CARREGAR SEUS NAVIOS PETROLEIROS”, declarou Trump em sua rede, a Truth Social.

“Foram inúteis quando foram necessários”, acrescentou o presidente americano.

Nesta sexta, os líderes da França e do Reino Unido convocaram uma reunião com cerca de 40 países, sem a participação de Washington, para discutir esforços para a reabertura da rota por onde passa 20% do petróleo mundial, fechada desde o início da guerra no Oriente Médio.

A declaração de Trump veio depois do chanceler alemão, Friedrich Merz, um dos líderes em Paris, afirmou que seria “desejável” a participação americana em qualquer missão para garantir a liberdade de navegação no estreito. “Participaríamos das discussões sobre o planejamento militar em andamento e, se possível, acolheríamos com satisfação a participação dos Estados Unidos”, afirmou o líder da Alemanha.

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Ele acrescentou que seu país pode contribuir para uma missão internacional em Ormuz com o envio das Bundeswehr (Forças Armadas Alemãs), mas apenas “após um cessar-fogo” permanente e mediante uma “base sólida legal” para a ação, como uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Nesta manhã, o presidente francês, Emmanuel Macron, recebeu o primeiro-ministro britânico, Keir Starmerno Palácio do Eliseu, que disse que “faria tudo o que pudesse” para aliviar o impacto econômico da guerra no Irã e destravar a nevrálgica passagem.

“A reabertura incondicional e imediata do estreito é uma responsabilidade global, e precisamos agir para fazer com que a energia e o comércio globais voltem a fluir livremente”, declarou Starmer, que acusou o Irã de “manter a economia mundial como refém” ao bloquear a navegação na região.

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Antes da conferência, Macron afirmou em uma publicação no X (antig0 Twitter) que a missão para garantir a segurança da navegação na região será “estritamente defensiva”, restrita a países não envolvidos no conflito e executada “quando as condições de segurança permitirem”.

Ao longo do conflito no Oriente Médio, Trump chamou seus aliados europeus de “covardes” por não terem se prontificado a enviar navios de guerra para apoiar uma reabertura forçada de Ormuz — que o ocupante do Salão Oval não queria fazer com sua própria Marinha. Também afirmou que a Otan “deu as costas” aos Estados Unidos, reforçando a acusação de que Washington sempre deu proteção ao continente europeu mas não houve contrapartida. Ele, inclusive, ameaçou considerar “seriamente” retirar seu país da aliança militar, o que romperia de vez a sólida parceria transatlântica que foi um pilar para a ordem internacional construída no pós-Segunda Guerra Mundial.

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Abertura de Ormuz

Não se sabe ainda qual será o impacto da cúpula diante da reabertura voluntária de Ormuz pelos iranianos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta sexta-feira que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está totalmente liberada. De acordo com ele, a decisão foi tomada após entrar em vigor uma trégua no Líbano, uma das múltiplas frentes do conflito no Oriente Médio, onde Israel combate o Hezbollah, milícia apoiada pelos iranianos.

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“Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está totalmente liberada durante o restante do período de cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica do Irã”, escreveu o chanceler no X (ex-Twitter).

Não está claro até quando o estreito permanecerá aberto. Araghchi mencionou “período restante do cessar-fogo”, mas não especificou se era o do Líbano (que expira em dez dias) ou aquele entre Estados Unidos e Irã (válido, inicialmente, até a próxima terça-feira, 21).

O ministro afirmou, no entanto, que os navios teriam que seguir uma “rota coordenada”, previamente acordada com o Irã. Analistas de navegação indicam que ele se refere a um passagem próxima à costa iraniana, que foi utilizada por um contingente pequeno de embarcações durante a guerra devido ao risco de ataques.

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