Trump presenteia assessores com até R$ 230.000, revela jornal, e levanta suspeitas
Entre os beneficiários está Nathalie Harp, conhecida como 'impressora humana' e que não sai do lado do presidente dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu presentes em dinheiro de até US$ 45 mil (quase R$ 230 mil, na cotação atual) a quatro funcionários da Casa Branca no fim do ano passado, informou a imprensa americana nesta quarta-feira, 9.
Entre os beneficiados está Natalie Harp, assistente executiva que acompanha Trump em grande parte de sua agenda. Ela recebeu US$ 45 mil, assim como a assessora de comunicação Margo Martin e o vice-diretor de operações do Salão Oval Chamberlain Harris. Já Walt Nauta, diretor de operações do Salão Oval, recebeu US$ 20 mil.
Suspeitas
Harp, Martin e Harris recebem um salário de US$ 150 mil por ano, enquanto Nauta ganha US$ 175 mil, de acordo com o relatório de remuneração da Casa Branca enviado ao Congresso americano. Os pagamentos foram registrados pelos funcionários como presentes de fim de ano.
Em um comunicado publicado nas redes sociais, a Casa Branca afirmou que Trump tem uma “prática antiga de dar presentes de Natal a pessoas de seu círculo de relações. Os presentes em questão não têm qualquer relação com as atribuições oficiais desses indivíduos no governo e, portanto, são totalmente permitidos à luz das normas legais e éticas aplicáveis”.
De modo geral, é proibido que funcionários públicos recebam remuneração externa. A notícia foi noticiada primeiro pelo jornal The Washington Post.
Quem são os funcionários
Chamada de “impressora humana”, Harp é conhecida pelo hábito de carregar uma impressora portátil para acompanhar Trump. Ela imprime notícias favoráveis, publicações em redes sociais e outros conteúdos para o presidente, que costuma preferir ler “informações importantes” no papel.
Já Martin trabalha com Trump desde seu primeiro mandato e retornou às funções após a vitória republicana nas eleições de 2024, enquanto Harris foi nomeado para integrar a Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos, órgão responsável pela supervisão do projeto do presidente para construir um enorme salão de baile na Casa Branca.
Nauta, que já trabalhou como assistente pessoal de Trump, foi acusado, junto com o presidente americano e o ex-gerente da propriedade de Mar-a-Lago Carlos De Oliveira, de conspirar para obstruir uma investigação do FBI sobre documentos confidenciais levados pelo republicano após o fim do seu primeiro mandato. As acusações contra os envolvidos foram retiradas em 2024.







