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Trump pede à China melhor controle de sua fronteira com Coreia do Norte

O presidente americano afirmou que a divisa deva ser forte e rigorosa até a assinatura do acordo de desnuclearização com o regime de Kim Jong-un

Por Da Redação - Atualizado em 21 Maio 2018, 13h46 - Publicado em 21 Maio 2018, 13h40

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta segunda-feira que a China mantenha um controle rigoroso sobre a sua fronteira com a Coreia do Norte até a assinatura de um acordo de desnuclearização com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Trump pretende realizar uma cúpula histórica com o líder norte-coreano no dia 12 de junho, em Singapura, mas Pyongyang ameaçou recentemente cancelar o encontro em razão das exigências americanas de um “abandono nuclear unilateral”.

“A China deve seguir forte e rigorosa na fronteira com a Coreia do Norte até que seja concluído um acordo”, escreveu Trump no Twitter, sugerindo que a China pode ter aliviado a aplicação das sanções contra Pyongyang.

“Dizem que a fronteira se tornou mais porosa e mais permeável”, escreveu o presidente americano, acrescentando que deseja que a Coreia do Norte seja “MUITO bem-sucedida”, mas apenas quando um acordo sobre a desnuclearização da península for alcançado.

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A China é a principal parceira comercial da Coreia do Norte e Trump utilizou deste fato repetidamente para pressionar Pyongyang a suspender seus programas nucleares e de mísseis balísticos.

Além de reclamar das exigências de desarmamento dos Estados Unidos, a Coreia do Norte condenou os exercícios militares conjuntos da Coreia do Sul e de Washington e, na semana passada, cancelou um diálogo intercoreano.

Recentemente, as declarações do conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, ao canal Fox News defendendo o “modelo da Líbia 2003, 2004″ como um guia para alcançar a desnuclearização da Coreia do Norte desencadeou a ira de Pyongyang.

No final de 2003, o então líder líbio, Muamar Kadafi, aceitou eliminar seu incipiente programa nuclear e seu arsenal químico para obter um alívio das sanções que pesavam sobre o país. Esta referência foi vista por Pyongyang como infeliz: depois de desistir de seu programa nuclear, Kadafi foi assassinado em 2011 em um levante armado apoiado pelos bombardeios da Otan.

Diante da perspectiva da cúpula em Singapura, Trump deu garantias de que, se o encontro for bem-sucedido, Kim “terá proteções muito fortes”. “Ele estará em seu país, administrando seu país. Seu país será muito rico”, disse ele a repórteres na semana passada.

A reunião entre Kim e Trump seria a primeira entre os líderes dos Estados Unidos e a Coreia do Norte após quase 70 anos de confronto iniciada com a Guerra da Coreia (1950-1953) e mais de um quarto de século de fracassadas negociações.

(Com AFP e EFE)

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