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Trump pagará 25 milhões de dólares por fraude em sua universidade

O magnata era acusado de propaganda enganosa na Universidade Trump, instituição que criou e comandou de 2005 a 2011

Por Da redação - Atualizado em 18 nov 2016, 21h08 - Publicado em 18 nov 2016, 21h05

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a um acordo amistoso com a Justiça americana e ex-estudantes de sua Universidade Trump, fechada em 2011. Nesta sexta-feira, o magnata concordou em pagar 25 milhões de dólares (84,5 milhões de reais) aos prejudicados pela instituição de ensino, de acordo com o procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman.

A decisão encerra os três processos coletivos abertos pelos estudantes, na Califórnia e em Nova York, e irá cobrir os danos causados a cerca de 6.000 ex-alunos. O acordo também evitar que o republicano testemunhe no julgamento que estava marcado para começar no dia 28 de novembro, apesar de seus advogados terem trabalhado para atrasar o caso.

O alunos que apresentaram a demanda coletiva afirmam tersido vítimas de publicidade enganosa, depois de terem pagado até 35.000 dólares (118.000 reias) para estudar. De acordo com o processo, os prejudicados alegam não ter recebido os serviços prometidos nos documentos de promoção do programa, que não dava diploma e funcionou entre 2005 e 2011. Entre as promessas estava o contato direto com o magnata e professores escolhidos por ele, porém, os alunos nunca chegaram perto de conhecê-lo.

Em 2013, outro processo judicial foi aberto por parte do Ministério Público de Nova York. Schneiderman acusou a Trump University de ter “esganado os nova-iorquinos que trabalham duro”, além de ter sido “pessoalmente beneficiado pelo esquema” em até 5 milhões de dólares (16,9 milhões de reais). Durante a campanha presidencial, o magnata criticou reiteradamente o juiz encarregado do processo coletivo, Gonzalo Curiel, e chegou a comentar que ele não poderia ser imparcial por causa de suas origens mexicanas.

Schneiderman declarou hoje que a opção do republicano é uma “grande reviravolta”, já que ele não estava disposto ao acordo, além de uma “vitória enorme” para as vítimas. Por muito tempo, Trump afirmou que, sem dúvida, ganharia o processo, mas seu advogado voltou atrás na semana passada ao dizer que presidente-eleito estaria disposto ao acordo.

(Com AFP)

 

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