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Donos de armas podem deter Hillary Clinton, insinua Trump

Uma série de comentários desastrosos beneficiou a candidata democrata, que vem subindo nas pesquisas de opinião

Por Da redação - Atualizado em 9 ago 2016, 22h29 - Publicado em 9 ago 2016, 21h41

O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou uma nova onda de críticas nesta terça-feira ao insinuar que “as pessoas da Segunda Emenda” poderiam impedir Hillary Clinton de, uma vez eleita, escolher juízes da Suprema Corte favoráveis ao controle de armas. A Segunda Emenda da Constituição dos EUA garante aos americanos o direito de possuir e portar armas de fogo.

“Se ela [Hillary Clinton] escolher os juízes, vocês não poderão fazer nada, gente. Embora as pessoas da Segunda Emenda talvez possam… eu não sei”, disse o magnata em um comício em Wilmington, no Estado da Carolina do Norte.

A repercussão diante da possibilidade de Trump ter defendido que a candidata seja baleada antes da eleição, no dia 8 de novembro, foi imediata na imprensa americana e nas redes sociais. “Trump está ou convocando uma revolta armada ou o assassinato de sua adversária. Desprezível”, reagiu o representante democrata David Cicilline em sua conta no Twitter.

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O senador democrata Chris Murphy, de Connecticut, onde 20 estudantes e seis funcionários foram mortos por um homem armado com problemas mentais em uma escola de ensino fundamental em 2012, chamou o comentário de Trump de “nojento, vergonhoso e triste”. “Isso não é brincadeira. Pessoas instáveis com armas potentes e um ódio doentio por Hillary estão te ouvindo, Trump”, tuitou Murphy.

O comitê de campanha do candidato republicano tentou esclarecer as declarações do magnata, afirmando que Trump se referiu ao “poder da unificação”. “As pessoas da Segunda Emenda têm um espírito incrível e s��o tremendamente unidas, o que lhes dá grande poder político”, afirmou o porta-voz da campanha de Trump, Jason Miller.

Reflexo nas pesquisas

Uma sequência de comentários desastrosos – há cerca de dez dias, o magnata ridicularizou os pais de um soldado muçulmano americano morto em combate –  após a Convenção Nacional do Partido Republicano, que formalizou a candidatura de Trump à presidência, beneficiou a candidata democrata, que vem subindo nas pesquisas de opinião. Em um levantamento divulgado nesta terça-feira, Hillary Clinton aparece com uma vantagem de 7 pontos porcentuais, contra uma diferença era inferior a 3 pontos porcentuais na semana passada.

De acordo com duas pesquisas divulgadas nos últimos dias, cerca de 50% dos prováveis eleitores preferem Hillary, contra 40% de preferência a Trump – algumas pesquisas do final de julho apresentavam os dois candidatos em empate técnico.

Entre os eleitores registrados, Hillary tem uma vantagem de quase 13 pontos porcentuais em uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira, contra 5 pontos porcentuais na semana passada.

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