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Black das Blacks: VEJA com preço absurdo

Trump e Maduro falaram por telefone e levantaram possibilidade de reunião, diz jornal

Conversa teria acontecido no último fim de semana, segundo New York Times, antes de EUA rotularem Cartel de Los Soles como 'terrorista'

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 28 nov 2025, 18h03 - Publicado em 28 nov 2025, 17h35

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no último fim de semana, segundo informações publicadas nesta sexta-feira, 28, pelo jornal americano The New York Times.

Durante a chamada, que teve participação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, os dois líderes teriam levantado a possibilidade de um encontro. Uma reunião presencial ainda não foi marcada.

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O telefonema é um marco importante em meio à escalada de pressão contra Caracas, que viu pesado deslocamento militar para o Caribe e mais de vinte ataques a embarcações que, segundo Washington, carregam drogas. Ao menos 83 pessoas morreram nas investidas, que fazem parte do que ficou conhecido como “Operação Lança do Sul”.

Na segunda-feira 24, o Cartel de los Soles foi classificado como uma “Organização Terrorista Estrangeira”, o que dá aos Estados Unidos mais um pretexto para realizar ações militares dentro e ao redor da Venezuela. Líderes e militares venezuelanos têm sido publicamente ligados ao grupo desde 2007. Enquanto isso, o autocrata negou as acusações e afirmou que o cartel “não existe”.

A decisão da Casa Branca de rotular o Cartel de los Soles como terrorista “traz uma série de novas opções para os Estados Unidos”, disse o secretário de Defesa, Pete Hegseth, na semana passada. Trump também afirmou que a designação daria sinal verde ao governo para atacar bens e infraestruturas de Maduro. Dois funcionários americanos confirmaram à Reuters que Caracas e Washington conversaram nos últimos tempos, mas não há informações sobre em que pé estão as negociações.

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Queda de Maduro

Oficialmente, a Operação Lança do Sul é uma força de combate ao narcotráfico. Extraoficialmente, suas ações objetivam provocar uma mudança de regime em Caracas, segundo o site Axios.

“Temos operações secretas, mas elas não são planejadas para matar Maduro. São planejadas para impedir o narcotráfico. Se Maduro cair (no meio tempo), não derramaremos uma lágrima”, disse um funcionário da Casa Branca ao Axios. Ele acrescentou que o ditador venezuelano é um “narcoterrorista” e que suas promessas são “vazias”.

No final de outubro, o líder americano revelou que havia autorizado a CIA a conduzir operações secretas dentro da Venezuela, aumentando as especulações em Caracas de que Washington quer derrubar Maduro. Fontes próximas à Casa Branca afirmam que o Pentágono apresentou a Trump diferentes opções, incluindo ataques a instalações militares venezuelanas — como pistas de pouso — sob a justificativa de vínculos entre setores das Forças Armadas e o narcotráfico.

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Parte do desafio de persuadir Maduro a deixar o país, segundo autoridades americanas, é que seus aliados — em especial os cubanos — podem executá-lo caso ele ceda à pressão americana e deixe o poder. A Venezuela também é aliada do Irã, da China e da Rússia.

Antes de lançar a Operação Lança do Sul, Trump tentou negociar com Maduro, nomeando o conselheiro Ric Grenell para atuar como um enviado amigável à Venezuela. O ditador ofereceu as riquezas de seu país a Washington, informou o jornal americano The New York Times em outubro, o que o presidente republicano disse ser um sinal de que Caracas entendeu que “não se deve mexer com os Estados Unidos”. Mas Maduro fez uma exigência: permanecer no poder – inaceitável para Trump, segundo o Axios.

Dados das Nações Unidas enfraquecem o discurso de caça às drogas. O Relatório Mundial sobre Drogas de 2025 indica que o fentanil — principal responsável pelas overdoses nos EUA — tem origem no México, e não na Venezuela, que praticamente não participa da produção ou do contrabando do opioide para o país. O documento também aponta que as drogas mais usadas pelos americanos não têm origem na Venezuela — a cocaína, por exemplo, é consumida por cerca de 2% da população e vem majoritariamente de Colômbia, Bolívia e Peru.

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Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na última sexta-feira, 14, revelou que apenas 29% dos americanos apoiam o uso das Forças Armadas dos Estados Unidos para matar suspeitos de narcotráfico, sem o devido processo judicial, uma crítica às ações de Trump. Em um sinal de divisão entre os apoiadores do presidente, 27% dos republicanos entrevistados se opuseram à prática, enquanto 58% a apoiaram e o restante não tinha opinião formada. No Partido Democrata, cerca de 75% dos eleitores são contra as operações, e 10% a favor.

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