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Trump e líder republicano sinalizam aproximação

O provável candidato do partido e o presidente da Câmara de Representantes Paul Ryan, um de seus críticos na legenda, ensaiaram discurso de unidade após encontro

O provável candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, se encontrou nesta quinta-feira em Washington com líderes de seu partido para tentar recuperar a unidade e curar as feridas abertas pelas primárias. Paul Ryan, presidente da Câmara de Representantes, disse à imprensa que está disposto a debater em busca da união no partido, mas ainda não declarou seu apoio ao magnata.

“O Partido Republicano não pode tolerar mais quatro anos da Casa Branca de Obama, que é o que Hillary Clinton representa”, declararam Trump e Ryan, em um comunicado conjunto divulgado após a reunião. “Esse foi o nosso primeiro encontro, mas foi um passo muito positivo em direção à unificação”, escreveram.

Ryan surpreendeu seus colegas na semana passada ao declarar que não estava pronto para apoiar Donald Trump, mesmo após a desistência dos outros concorrentes às prévias republicanas, Ted Cruz e John Kasich. A relutância do presidente da Câmara irritou os delegados pró-Trump e um grupo deles se reuniu na quarta-feira para pedir apoio ao bilionário.

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Na nota divulgada após o encontro, os republicanos disseram que estão confiantes que é possível unir o partido para buscar a vitória nas eleições de novembro. “Reconhecemos que há muitas áreas importantes de base comum”, afirmaram.

Apesar das novas tentativas de conciliação, as divergências internas no Partido Republicano podem prejudicar o futuro do magnata nas eleições presidenciais, uma vez que o partido deve arrecadar centenas de milhões de dólares para campanha. Além disso, os republicanos temem perder sua maioria no Congresso.

De seu avião, Trump tuitou após o encontro: “Grande dia em Washington com Paul Ryan e líderes republicanos. As coisas estão indo muito bem”. Já o presidente da Câmara falou à imprensa que achou a reunião “bastante encorajadora”, mas frisou que ainda existem discordâncias. “Em 45 minutos você não resolve todos os processos e todas as questões”, admitiu.

(Com AFP)