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Trump diz ser alvo de uma ‘injustiça’ em processo de impeachment

Presidente afirmou que a abertura do julgamento político pela Câmara dos Deputados fez sua popularidade crescer nos Estados Unidos

Por EFE 22 dez 2019, 08h56

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante um encontro de jovens conservadores em West Palm Beach, na Flórida, que o julgamento político ao qual ele terá de se submeter fez com que a sua popularidade subisse “até as nuvens”.

Trump afirmou neste sábado, 21, que os democratas não têm uma denúncia relevante e almejam o que ele considera um impeachment ilegal e inconstitucional, em um discurso feito dois dias após a Câmara dos Deputados aprovar dois artigos nos quais acusa o chefe de governo de abuso de poder ao pressionar a Ucrânia para investigar um possível caso de corrupção envolvendo o ex-vice-presidente e rival político Joe Biden, e depois de obstruir uma investigação no Congresso.

“É tão injusto”, disse Trump no quinto encontro anual de ação estudantil da Turning Point USA, que reúne cerca de 5 mil jovens conservadores entre 15 e 25 anos em West Palm Beach, perto de onde Trump tem um clube particular e a mansão Mar-a-Lago.

Nesses dias, segundo a organização, os jovens recebem treinamento de ativismo e liderança de chefes de organizações ativistas e de referências políticas, como o congressista Ted Cruz, Donald Trump Jr. e o advogado pessoal do presidente, Rudolph W. Giuliani, entre outros.

Trump se gabou de que a sua administração, segundo ele, conseguiu no último mês mais do que qualquer presidente em oito anos no cargo. Entre as conquistas, apontou a aprovação na Câmara do novo Acordo Comercial com o México e o Canadá (T-MEC), o crescimento estável da economia e um índice de desemprego que permanece abaixo de 4%, em níveis não vistos em 50 anos.

Entre outras conquistas, Trump citou o muro na fronteira mexicana, que, conforme dados apresentados por ele, já teve cerca de 160 quilômetros construídos, o que gerou aplausos dos jovens.

O presidente, no entanto, advertiu que tudo isso estará em risco nas eleições presidenciais de novembro de 2020, a qual ele considerou como uma das mais importantes para a história do país. “Todos os aspirantes democratas (à candidatura da Casa Branca) querem destruir o que nós construímos”, afirmou.

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