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Trump diz que pode ir à inauguração de embaixada em Jerusalém

Mudança está prevista para 14 de maio, data que coincide com os 70 anos da criação do Estado de Israel

Por Da redação - 27 Apr 2018, 19h58

O presidente americano, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (27) que poderia viajar a Israel no mês que vem para inaugurar a nova embaixada dos Estados Unidos, que ele decidiu transferir de Tel Aviv a Jerusalém.

“Poderia ir, me sinto muito orgulhoso disso”, declarou, em entrevista na Casa Branca ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel. “A embaixada em Jerusalém foi uma promessa de presidentes durante muitos anos. Fizeram promessas de campanha e não tiveram a coragem de executá-la. Mas eu o fiz. Portanto, poderia ir”.

A polêmica mudança está prevista para 14 de maio, data que coincide com os 70 anos da criação do Estado de Israel. Em dezembro, Trump anunciou a decisão “de reconhecer oficialmente Jerusalém como capital” de Israel, rompendo com seus antecessores e ignorando advertências de todos os lados.

A decisão do presidente americano provocou uma profunda ira no mundo árabe, particularmente entre os palestinos, que veem o leste de Jerusalém como a capital de seu futuro Estado. Desde então, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e outros representantes da ANP se negaram a se reunir com a equipe negociadora americana.

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Atualmente, nenhum país tem embaixada em Jerusalém, onde só mantêm consulados, ao entenderem que isso representaria uma aceitação de fato da soberania israelense da cidade, cuja parte oriental é considerada pela comunidade internacional território palestino ocupado por Israel.

Embora a Casa Branca não tenha confirmado sua presença, veículos de imprensa israelenses anteciparam que a delegação americana em Jerusalém seria liderada pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, junto com a filha de Trump, Ivanka, e seu marido, Jared Kushner, ambos assessores presidenciais.

Desde que o presidente americano reconheceu Jerusalém como capital de Israel e anunciou a mudança da embaixada, Honduras, Romênia, Guatemala e República Tcheca declararam publicamente que seguirão seus passos.

(Com EFE e AFP)

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