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Trump diz que Irã aceitou não ter arma nuclear e que líder supremo faz parte de negociações

Mojtaba Khamenei, 56, foi ferido nos ataques dos EUA e Israel ao país e, desde então, não aparece em público

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jun 2026, 09h03 | Atualizado em 3 jun 2026, 09h07
Trump diz que Irã aceitou não ter arma nuclear e que líder supremo faz parte de negociações Priorizar nos meus resultados Google

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, 3, que o Irã concordou em não ter armas nucleares — um dos principais pontos de discórdia entre os dois lados da guerra, iniciada em 28 de fevereiro. A declaração, ainda não confirmada por Teerã, ocorre um dia após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmar que o regime iraniano tem demonstrado maior abertura em negociar aspectos do seu programa nuclear.

“Não podemos permitir que eles tenham uma arma nuclear, e eles já concordaram que não vão ter uma arma nuclear”, alegou Trump ao jornal americano New York Post. “Eles concordaram com isso. Quer dizer, eles podem mudar de ideia, mas essa foi uma das coisas com as quais eles tiveram que concordar. Eles concordaram com isso. Esse foi o ponto principal.”

O republicano também declarou que o líder supremo do iraniano, Mojtaba Khamenei, está “absolutamente” envolvido nas tratativas. O aiatolá de 56 anos foi ferido nos ataques dos EUA e Israel ao país e, desde então, não aparece em público. A ausência aumenta rumores de que seu estado de saúde é grave — uma alegação rejeitada pelo Irã, que relatou apenas ferimentos “superficiais”. Ali Khamenei, então líder supremo e pai de Mojtaba, morreu no bombardeio.

“Sim, eu gostaria de me encontrar com ele. Gostaria de me encontrar com todos… Provavelmente nos encontraremos em algum momento, dependendo de como tudo se desenrolar”, disse o mandatário da Casa Branca. Ao ser questionado sobre a saúde de Mojtaba, respondeu: “Se você acredita nas histórias que ele conta, sabe, faltam muitas peças diferentes do quebra-cabeça.”

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+ Em nova escalada, EUA e Irã trocam ataques e Kuwait denuncia bombardeio a aeroporto

Tensão no Golfo

Enquanto isso, EUA e Irã trocam ataques no Golfo Pérsico. As forças americanas lançaram um míssil contra um petroleiro que supostamente tentava driblar o bloqueio dos EUA aos Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio internacional de petróleo, na noite de terça-feira 2. O cerco impede o tráfego comercial de e para o Irã, uma espécie de retaliação ao fechamento da passagem pelo Irã desde a eclosão do conflito.

Os Estados Unidos também disseram ter abatido três drones “lançados pelo Irã contra marinheiros civis que transitavam legitimamente em águas regionais”, sem dar mais detalhes, e atingido alvos na ilha iraniana de Qeshm.

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Após os incidentes, a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irã, disse que “as forças armadas agressivas dos EUA atingiram um petroleiro iraniano perto do Estreito de Ormuz com um projétil aéreo, causando danos à casa de máquinas da embarcação” e advertiu que as “respostas devem servir de lição”.

Em seguida, anunciou um ataque de mísseis e drones a quartel-general da Quinta Frota dos EUA no Bahrein — uma alegação rejeitada pelo Comando Central (Centcom), unidade das Forças Armadas americanas responsável pela região do Oriente Médio.

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O Irã também afirmou ter realizado um bombardeio contra um terminal de passageiros no aeroporto internacional do Kuwait, o que levou à suspensão de voos. Em resposta, o porta-voz do Ministério da Defesa do Kuwait, Saud Abdulaziz Al-Atwan, classificou o episódio como “uma agressão criminosa iraniana que resultou em danos materiais significativos ao edifício e ferimentos”.

 

 

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