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Trump diz que deixará hospital no fim da tarde desta segunda-feira

'Vou deixar o grande Walter Reed Medical Center hoje às 18h30. Sinto-me muito bem! Não tenha medo da Covid', disse em rede social

Por Da Redação Atualizado em 5 out 2020, 16h57 - Publicado em 5 out 2020, 16h12

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no Twitter que deixará o Centro Médico Nacional Walter Reed nesta segunda-feira, onde está internado desde sexta-feira, depois de ter sido diagnosticado com Covid-19.

“Vou deixar o grande Walter Reed Medical Center hoje às 18h30. Sinto-me muito bem! Não tenha medo da Covid. Não deixe que isso tome conta de sua vida. Nós desenvolvemos, sob a administração Trump, alguns medicamentos e conhecimentos realmente excelentes. Estou me sentindo melhor do que há 20 anos!”, tuitou Trump.

Além do corticoide dexametasona, usado para quadros graves da Covid-19, Trump está sendo medicado com remdesivir e recebeu recebeu uma dose de Regeneron com anticorpos monoclonais na sexta. Segundo Brian Garibaldi, especialista em cuidados pulmonares críticos do hospital militar, Trump não demonstrou “efeitos colaterais”. Estudos mostram que a dexametasona melhora a sobrevivência de pacientes hospitalizados em condição crítica com covid-19, quando precisam de oxigênio extra. Contudo, o medicamento é contraindicado em casos leves, pois pode limitar a capacidade do próprio organismo de combater o vírus, de acordo com as diretrizes da Sociedade de Doenças Infecciosas da América.

No domingo, o presidente já havia deixado o hospital por cerca de meia hora para dar uma volta de carro e acenar a apoiadores. A ‘escapada’ do presidente americano, porém, tem sido motivo de muitas críticas.

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O passeio foi interpretado como uma forma do mandatário mostrar aos americanos que ainda está no comando da Casa Branca. A falta de cuidado de Trump com os membros de sua segurança pessoal, porém, incomodou parte da equipe. À rede americana CNN, agentes do Serviço Secreto reclamaram da atitude do presidente. “Isso nunca deveria ter acontecido”, disse um funcionário sob condição de anonimato.

Hospitalizado, Trump escreveu no final de semana uma mensagem de agradecimento aos apoiadores em seu perfil pessoal no Twitter. Antes disso, ele gravou um vídeo em que diz que seu “verdadeiro teste” virá nos próximos dias, referindo-se à eleição presidencial dos EUA.

“Veremos o que acontecerá pelos próximos dias”, disse Trump diante da câmera, parecendo cansado e vestindo uma jaqueta e uma camisa de gola aberta.

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    Três dias após a hospitalização de Trump, sua assessora de imprensa, Kayleigh McEnany, anunciou nesta segunda-feira que foi contagiada pelo vírus, mas sem sintomas, após “testar negativo constantemente” desde quinta-feira. Naquele dia, a infecção da assessora presidencial Hope Hicks disparou alertas.

    McEnany, que disse que ficará em quarentena e continuará trabalhando remotamente, é o caso de Covid-19 mais recente no círculo do presidente.  A lista inclui a primeira-dama, Melania Trump, o gerente da campanha Trump 2020, Bill Stepien; A conselheira do Trump, Kellyanne Conway; o ex-governador de Nova Jersey Chris Christie; a chefe do Comitê Nacional Republicano, Ronna McDaniel; e três senadores republicanos (Mike Lee de Utah, Thom Tillis da Carolina do Norte e Ron Johnson de Wisconsin), bem como o assessor pessoal de Trump, Nick Luna.

    O atual presidente segue em desvantagem na corrida pela Casa Branca. Segundo pesquisa Reuters/Ipsos, publicada neste domingo, o democrata Joe Biden abriu 10 pontos de vantagem no cenário nacional. O levantamento aponta que 65% dos americanos disseram que Trump provavelmente não seria infectado se ele tivesse levado o vírus mais a sério. E cerca de 55% daqueles que responderam à pesquisa disseram não acreditar que Trump dizia a verdade sobre o vírus. A disputa está entrando em sua reta final e a campanha de Trump terá uma programação eleitoral “agressiva” nesta semana, com participação do vice-presidente Mike Pence e dos três filhos mais velhos de Trump.

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