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Trump diz que aceita mais negociações com Irã, mas cessar-fogo ‘acabou’

Anúncio ocorre em meio a escalada de hostilidades entre os dois países, que colocou acordo provisório em xeque

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 jul 2026, 11h53
Trump diz que aceita mais negociações com Irã, mas cessar-fogo ‘acabou’ Priorizar nos meus resultados Google

O presidente Donald Trump disse nesta sexta-feira, 10, que os Estados Unidos concordaram em continuar as negociações com o Irã, mas reiterou que o cessar-fogo entre os dois países chegou ao fim.

“O Irã nos pediu para continuar as ‘conversas’. Concordamos em fazê-lo, mas os Estados Unidos deixaram claro para eles, sem rodeios, que o cessar-fogo ACABOU!”, publicou o ocupante do Salão Oval em sua rede social, a Truth.

Fim da trégua

Na quarta-feira 8, Trump anunciou que a trégua no Oriente Médio “acabou” após uma troca de ataques entre as forças americanas e as tropas iranianas nos dois dias anteriores.

O presidente americano chamou a república islâmica de “escória” e um país governado por “malucos” depois que Teerã respondeu a bombardeios americanos com ataques contra bases dos Estados Unidos no Golfo — de acordo com Washington, seus disparos foram motivados por investidas iranianas no Estreito de Ormuz na segunda-feira. Os preços do petróleo dispararam imediatamente 5% após as declarações do mandatário americano.

“No que me diz respeito, acabou”, declarou Trump durante a reunião de cúpula da Otan, ao ser questionado se a trégua com o Irã ainda estava em vigor. “É apenas uma perda de tempo lidar com eles”, acrescentou. “Eles são escória, são pessoas doentes, são liderados por pessoas doentes, e são pessoas perversas e violentas. E se tivessem uma arma nuclear, eles a usariam.”

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Na quinta-feira 9, o Irã afirmou ter atacado bases e ativos militares dos Estados Unidos no Bahrein, no Catar e no Kuwait, em resposta aos novos bombardeios americanos contra alvos iranianos.

A ofensiva ocorreu horas após ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos contra o Irã, que deixaram ao menos 14 mortos e 78 feridos, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da da Saúde iraniano. Cinco províncias do país foram atingidas, intensificando a escalada do conflito após o rompimento do acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerã.

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Em meio à troca de ataques, Trump declarou nesta quarta-feira ser o “número 1 na lista de alvos do Irã”. A inteligência de Israel compartilhou com o governo dos Estados Unidos informações sobre um suposto plano do Irã para assassinar o presidente dos Estados Unidos, de acordo com informações divulgadas na quinta-feira 9 pelo jornal americano The Wall Street Journal.

A ameaça do Irã

Antes dos ataques mais recentes, o Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz caso os EUA realmente realizassem os ataques comentados pelo presidente Donald Trump. Segundo a emissora estatal Press TV, que cita uma fonte de segurança, Teerã também promete retaliar qualquer ofensiva americana com ataques em proporção de “dois para um”.

A advertência volta a colocar em risco a travessia em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A navegação havia sido normalizada após a assinatura de um acordo preliminar de paz entre Washington e Teerã, no mês passado, mas a retomada das hostilidades voltou a colocar a região em estado de alerta.

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De acordo com a Press TV, o fechamento da passagem seria adotado caso o governo americano cumpra as ameaças feitas por Trump durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, na Turquia.

Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, Teerã “não responderá à vulgaridade com vulgaridade, mas com ações”, incluindo medidas “firmes”.

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