Clique e assine a partir de 9,90/mês

Trump diz estar disposto a encontrar Maduro na ONU

'Só quero ver a Venezuela endireitada', disse o presidente americano, que criticou o governo chavista durante discurso na Assembleia-Geral

Por Da Redação - Atualizado em 26 set 2018, 15h01 - Publicado em 26 set 2018, 11h50

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que está aberto a se encontrar com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, caso ele esteja na sede das Nações Unidas e “queria se reunir”.

“Se estiver aqui, se quiser se reunir, não sei. Não tinha em mente, não é algo em que eu pense. Mas se posso ajudar as pessoas, é para isso que estou aqui”, disse Trump após ser questionado por jornalistas, logo após chegar à sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

“Eu só quero ver a Venezuela endireitada. Quero que as pessoas fiquem a salvo. Nós vamos cuidar da Venezuela”, afirmou ainda o presidente.

Trump discursou na Assembleia-Geral das Nações Unidas na terça-feira 25 e anunciou novas sanções contra pessoas próximas a Maduro, entre elas sua esposa, Cilia Flores.

Continua após a publicidade

Em seu pronunciamento, o líder americano também afirmou que “a sede de poder do socialismo leva à opressão” e disse que “todos os países do mundo deveriam resistir ao socialismo”.

“Não faz muito tempo, a Venezuela era um dos países mais ricos da Terra. Hoje, o socialismo arruinou esta nação rica em petróleo e levou seu povo à pobreza abjeta”, denunciou.

Maduro também participa da Assembleia-Geral e deve discursar nesta quarta-feira pela tarde. O venezuelano criticou as novas sanções aplicadas pelos Estados Unidos e afirmou que os americanos se acham “donos do mundo”.

No início do mês, o jornal The New York Times revelou que funcionários do governo Trump se reuniram secretamente com militares venezuelanos para discutir a derrubada de Maduro, mas acabaram decidindo não agir.

Continua após a publicidade

O governo da Venezuela afirmou que a intervenção americana foi “absolutamente inaceitável e injustificável” e condenou “as contínuas agressões promovidas diretamente pelo governo dos EUA”.

No ano passado, Trump chegou a declarar que considerava uma “opção militar” para solucionar a crise econômica e política no país sul-americano.

(Com EFE e Reuters)

Publicidade