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Trump desacredita OMS e culpa Obama por falta de testes para coronavírus

Presidente dos EUA diz ser falsa a taxa de mortalidade da epidemia divulgada

Por Da Redação - Atualizado em 30 jul 2020, 19h27 - Publicado em 5 mar 2020, 17h32

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira, 5, que a escassez nacional de kits de teste de coronavírus é culpa do governo de Barack Obama. O líder americano referiu-se a uma suposta decisão tomada pela administração anterior que teria dificultado, neste momento de epidemia, a realização rápida de exames de detecção do vírus.

“O governo Obama tomou uma decisão sobre os testes que se mostrou muito prejudicial para nós. Vamos reverter essa decisão daqui alguns dias para que os testes possam ocorrer de uma maneira muito mais precisa e rápida”, disse Trump.

A decisão a que Trump se referia não ficou clara. O jornal britânico The Guardian reportou que o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Robert Redfield, disse que a administração anterior regulamentou a condução de testes clínicos em laboratórios privados. “Para fazer isso, foi preciso acionar o FDA [a agência federal que regula alimentos e medicamentos]”, disse Redfield.

Contudo, segundo a ONG de jornalismo ProPublica, a falta de kits de teste de coronavírus está relacionada à escolha do CDC de desenvolver e distribuir seu próprio kit, em vez de usar o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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O presidente americano também atacou o Partido Democrata por alertar sobre a epidemia, questionando sua gravidade. Na quarta-feira 4, Trump declarou que não acreditava na taxa de mortalidade do coronavírus divulgada pela OMS, de 3,4%.

“Acho que 3,4% é, na verdade, um número falso”, disse em entrevista ao vivo à Fox News, sua emissora de televisão preferida. Completou ainda que a organização “não sabe dos casos fáceis, que não vão para o hospital,” e acredita que a mortalidade do coronavírus está abaixo de 1%.

De acordo com a base de dados do jornal americano The New York Times, há 163 casos confirmados nos Estados Unidos, e 11 mortos.

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