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Trump deixa hospital após três dias internado por Covid-19

Ainda infectado, presidente americano segue à Casa Branca, onde 'estará cercado por médicos de padrão mundial 24 horas por dia', segundo médico responsável

Por Da Redação Atualizado em 7 out 2020, 17h25 - Publicado em 5 out 2020, 20h00

Apesar de não ter sido classificado como “totalmente fora de perigo” por médicos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou nesta segunda-feira, 05, o hospital em que estava internado por Covid-19 há três dias. Mais cedo nesta segunda, o republicano já havia afirmado que deixaria o Centro Médio Nacional Walter Reed, em Bethesda, no estado de Maryland.

O presidente deixou o hospital às 19h38, no horário de Brasília, usando uma máscara branca e ergueu a mão e fez um sinal de positivo com o dedo, mas não respondeu às perguntas de repórteres sobre quantos de seus funcionários estão infectados.

De acordo com Sean Conley, médico responsável pelo presidente, Trump atingiu ou superou todos os critérios hospitalares para receber alta e tem condições para retornar à Casa Branca, onde será monitorado.

“Nas últimas 24 horas, ele atingiu ou superou todos os critérios hospitalares padrão para alta”, disse Conley em uma entrevista coletiva nesta segunda, afirmando que o último registro de febre em Trump ocorreu há mais de 72 horas e que os níveis de oxigênio do presidente estão normais.

“Embora ele ainda possa não estar totalmente fora de perigo, eu e a equipe concordamos que todas as nossas avaliações, e mais importante, seu status clínico, garantem o retorno seguro do presidente para casa, onde ele estará cercado por médicos de padrão mundial 24 horas por dia”, disse Conley.

Mais cedo nesta segunda, a secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, comunicou que foi diagnosticada com Covid-19. Com ela, aumenta para 11 o número de funcionários do governo do presidente Donald Trump que testaram positivo para o coronavírus depois que o mandatário foi infectado.

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A secretária de imprensa disse que a Casa Branca não divulgaria o número total de funcionários infectados pelo coronavírus, citando questões de privacidade. Ela também se recusou a fornecer um cronograma específico dos testes do presidente.

Além do presidente e da primeira-dama, Melania Trump, os casos positivos conhecidos incluem Hicks, o guarda-costas de Trump, Nick Luna, um assessor de imprensa não identificado, a ex-conselheira da Casa Branca, Kellyanne Conway, o gerente de campanha de Trump, Bill Stepien, a presidente do Comitê Nacional Republicano, Ronna McDaniel, o ex-governador de Nova Jersey, Chris Christie, e os senadores republicanos Thom Tillis, Mike Lee e Ron Johnson.

Tratamento

Além do corticoide dexametasona, usado para quadros graves da Covid-19, Trump está sendo medicado com remdesivir e recebeu recebeu uma dose de Regeneron com anticorpos monoclonais na sexta. Segundo Brian Garibaldi, especialista em cuidados pulmonares críticos do hospital militar, Trump não demonstrou “efeitos colaterais”. Estudos mostram que a dexametasona melhora a sobrevivência de pacientes hospitalizados em condição crítica com covid-19, quando precisam de oxigênio extra. Contudo, o medicamento é contraindicado em casos leves, pois pode limitar a capacidade do próprio organismo de combater o vírus, de acordo com as diretrizes da Sociedade de Doenças Infecciosas da América.

No domingo, o presidente já havia deixado o hospital por cerca de meia hora para dar uma volta de carro e acenar a apoiadores. A ‘escapada’ do presidente americano, porém, tem sido motivo de muitas críticas.

  • O passeio foi interpretado como uma forma do mandatário mostrar aos americanos que ainda está no comando da Casa Branca. A falta de cuidado de Trump com os membros de sua segurança pessoal, porém, incomodou parte da equipe. À rede americana CNN, agentes do Serviço Secreto reclamaram da atitude do presidente. “Isso nunca deveria ter acontecido”, disse um funcionário sob condição de anonimato.

    Hospitalizado, Trump escreveu no final de semana uma mensagem de agradecimento aos apoiadores em seu perfil pessoal no Twitter. Antes disso, ele gravou um vídeo em que diz que seu “verdadeiro teste” virá nos próximos dias, referindo-se à eleição presidencial dos EUA.

    “Veremos o que acontecerá pelos próximos dias”, disse Trump diante da câmera, parecendo cansado e vestindo uma jaqueta e uma camisa de gola aberta.

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