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Trump condena racismo no primeiro ano dos distúrbios em Charlottesville

Presidente americano é acusado por ex-assessora de usar expressões racistas na Casa Branca; em 2017, ele isentou de culpa os supremacistas brancos

No primeiro ano dos distúrbios sangrentos em Charlottesville, Virginia, o presidente dos Estados UnidosDonald Trump, expressou neste sábado (11) seu repúdio a todo tipo de racismo. Os choques do ano passado começaram após uma marcha organizada por grupos neonazistas e resultaram na morte de uma mulher. Trump, na época, isentou os extremistas de culpa e atualmente é alvo de denúncias de racismo por uma ex-subordinada na Casa Branca.

O comentário de Trump surge no momento em que sua ex-assessora Omarosa Manigault Newman anunciou a publicação de um livro na qual revelará conversas comprometedoras de seu antigo chefe. Em várias delas, gravadas por Newmann, Trump se vale de termos extremamente racistas para se referir a negros, como ela, e a pessoas de outros países.

“Os distúrbios em Charlottesville, de um ano atrás, causaram mortes insensatas e divisão”, publicou Trump em sua conta no Twitter.  “Devemos estar unidos como nação. Condeno todo tipo de racismo e ato de violência. Paz para TODOS os americanos”, acrescentou em sua mensagem, lançada no momento em que os neonazistas marcaram uma manifestação para este domingo em frente à Casa Branca.

Há um ano, o grupo ultraconservador Unite the Right obteve autorização para organizar uma manifestação em Charlottesville contra um projeto da prefeitura para remover uma estátua do general Robert E. Lee, comandante das forças confederadas na Guerra Civil Americana (1861-1865). Ao fim da passeata, houve choques entre supremacistas brancos e contramanifestantes.

Um simpatizante neonazista avançou com seu carro na direção dos manifestantes contrários ao racismo, matando uma mulher de 32 anos, Heather Heyer. Mais 19 pessoas ficaram feridas.

Neste primeiro ano do episódio, a rede Unite the Right prevê uma nova manifestação neste domingo. Mas, desta vez, nos arredores da Casa Branca, em Washington. Já os manifestantes contrários irão se reunir na praça Lafayette, localizada em frente à residência presidencial. Policiais serão mobilizados para evitar que os dois grupos entrem em contato.

(Com Reuters)