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Trump chama países africanos e Haiti de ‘pocilgas’

Em reunião sobre nova lei de imigração, Trump questionou congressistas sobre o motivo dos EUA receberem pessoas desses países

Por Da Redação Atualizado em 12 jan 2018, 11h18 - Publicado em 11 jan 2018, 22h24

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ficou frustrado com congressistas nesta quinta-feira quando eles propuseram o restabelecimento de proteções para imigrantes vindos de Haiti, El Salvador e países da África como parte da nova lei de imigração. “Por que estamos aceitando toda essa gente vinda dessas pocilgas aqui?”, perguntou o presidente, usando o termo chulo em inglês “shithole” para se referir aos países africanos e ao Haiti. A conversa foi revelada pelo jornal The Washington Post, que se baseou nos relatos de duas pessoas que participaram da reunião.

  • Depois do questionamento, Trump sugeriu que os Estados Unidos deveriam trazer mais pessoas de países como a Noruega, cujo primeiro-ministro fez uma visita à Casa Branca na última quarta-feira.

    O tom e o vocabulário usados por Trump deixaram os congressistas surpreendidos, segundo os relatos. Em seguida, os senadores Lindsey Graham (republicano, Carolina do Sul) e Richard J. Durbin (democrata, Illinois) propuseram um corte de 50% no programa de vistos por loteria e a priorização dos países que já estavam incluídos no sistema.

    Procurado pela emissora CNN para comentar a reportagem, o porta-voz da Casa Branca, Raj Shah, não negou o comentário feito por Trump, mas afirmou em um comunicado que o presidente está “lutando por soluções permanentes que tornem os EUA mais fortes através da recepção daqueles que podem contribuir para a sociedade, fazer a economia crescer e assimilar a cultura da nossa grande nação”.

    Mudanças

    Em 2017, o governo Trump anunciou que encerraria o asilo temporário concedido aos haitianos em 2010, logo após o terremoto que assolou o país. Na última segunda, o Ministério de Segurança Doméstica anunciou que encerraria a mesma proteção concedida a cidadãos de El Salvador. No total, mais de 50 mil haitianos e 200 mil salvadorenhos seriam afetados pelas mudanças.

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