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Trump cancela convenção republicana na Flórida após explosão de Covid-19

Estado americano é o terceiro em número de casos em todo o país e é considerado novo epicentro americano; político deve discursar em transmissão por vídeo

Por Da Redação Atualizado em 24 jul 2020, 13h06 - Publicado em 24 jul 2020, 12h30

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não realizará parte da convenção do Partido Republicano na Flórida em agosto por causa da explosão de casos de coronavírus no estado. Trump já tinha tido que mudar parte do evento da Carolina do Norte para a Flórida em função das restrições a aglomerações devido à pandemia. A convenção vai oficializar sua nomeação como candidato da legenda à Presidência.

“O momento não é o certo”, disse Trump em um pronunciamento à imprensa na Casa Branca. “Apenas não é o certo com tudo que aconteceu recentemente, o surto na Flórida. Para fazer uma grande convenção não é o momento certo.”

Trump disse que ordenou que seus assessores cancelassem o evento “para proteger o povo americano”. Delegados do Partido Republicano ainda se encontrarão em Charlotte, na Carolina do Norte, local original da convenção, na semana do dia 24 de agosto, anunciou Trump.

O presidente, porém, não explicou como o evento será realizado sem grande concentração de pessoas e uma enorme mobilização. Trump disse apenas que ainda fará um discurso na convenção, mas “em formato diferente” e disse que há planos para os chamados “telecomícios” durante a semana.

Trump, que vai enfrentar o candidato democrata Joe Biden nas eleições do dia 3 de novembro, mudou o evento de Charlotte para Jacksonville, na Flórida, após o governador da Carolina do Norte se recusar a garantir que Trump pudesse fazer um grande evento no estado.

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Novo epicentro americano

A Flórida é o terceiro estado americano em número de casos de Covid-19, depois de Nova York e Califórnia. O crescimento na curva de contágio, porém, preocupa as autoridades, levando muitos a classificar a região como o novo epicentro americano.

Somente nesta quinta-feira, 24, a Flórida registrou 10.249 novos pacientes infectados, o maior aumento diário dos Estados Unidos, além de 173 mortes. Se fosse um país, o estado sozinho estaria em décimo lugar no mundo em pessoas contaminadas.

A crise sanitária na Flórida tem origem na relutância do governador, o republicano Ron DeSantis, em adotar o isolamento social. Só em abril, com boa parte da Costa Leste já em quarentena, ele se rendeu à medida, mas acabou apressadamente substituindo o “não saia de casa” por um plano gradual de relaxamento, em vigor desde junho.

Foi a senha para multidões se aglomerarem nas praias, nos bares e nas célebres festas de verão, diversão movida a megalitros de bebida que, quando o tempo esquenta — metafórica e literalmente —, atrai gente de toda parte. Com a curva em elevação do vírus, muitos condados (que são autônomos) estão trilhando o caminho de volta às restrições.

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(Com Reuters)

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