Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Trump bate continência a general norte-coreano e gera críticas

Para Casa Branca, gesto de Trump foi de cortesia; republicanos foram implacáveis com Barak Obama quando se curvou diante do imperador do Japão

Por Da Redação - 15 jun 2018, 12h42

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ser objeto de críticas após imagens suas batendo continência para um general da Coreia do Norte circularem pelas redes sociais. O episódio aconteceu durante seu encontro com o líder norte-coreano Kim Jong-un, na última terça-feira (12), em Singapura.

A emissora de televisão estatal norte-coreana divulgou as imagens da reunião entre os líderes apenas nesta quinta-feira (14). Nelas é possível ver Kim apresentando Trump ao general. O primeiro estende a mão para que se cumprimentem, mas o general não faz o mesmo e, ao invés, bate continência a Trump. Nesse momento constrangedor, Trump retorna brevemente a saudação militar.

Este episódio provocou objeções dos críticos de Trump, que já haviam alegado anteriormente que o presidente se mostrou muito complacente em relação a Kim e a seu regime autocrático. O governo norte-coreano é acusado de violações graves aos direitos humanos.

“Para surpresa de ninguém, a Coreia do Norte usou nosso presidente para fazer propaganda”, disse o senador democrata Chris Van Hollen, no Twitter. “Kim Jong-un obteve concessões imediatas sem assumir nenhum compromisso específico. É repugnante ver Trump dar as costas aos nossos aliados canadenses e depois elogiar Kim e saudar seus generais”, acrescentou.

Publicidade

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que Trump só foi educado: “É uma cortesia elementar. Quando um oficial militar de outro país bate continência… a pessoa retorna a saudação”, disse em entrevista ao canal de TV americano CNN.

O ex-presidente Barack Obama desatou críticas implacáveis dos republicanos quando se curvou diante do imperador japonês Akihito e do rei saudita Abdullah enquanto ainda estava no poder, em 2009.

Publicidade

A mídia conservadora também o atacou quando ele bateu continência, em 2014, com uma xícara de café na mão.

(Com AFP)

Publicidade