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Trump aumenta tarifas para US$ 200 bi em produtos importados da China

EUA advertem que, se Pequim revidar, levantarão barreiras adicionais a US$ 267 bilhões em bens chineses

Em mais um movimento protecionista, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira o aumento de tarifas para produtos chineses que, atualmente, totalizam 200 bilhões de dólares em importações. Em comunicado divulgado pela Casa Branca, Trump anunciou essa nova bateria da guerra comercial dos Estados Unidos contra a China em um tom ameaçador.

“Se a China adotar medidas retaliatórias contra nossos agricultores e nossas indústrias, nós vamos imediatamente entrar na fase 3, que é a aplicação de tarifas adicionais sobre aproximadamente 267 bilhões de dólares (em importações de bens chineses)”, afirmou.

“A China teve muitas oportunidades para neutralizar totalmente as nossas preocupações. De novo, eu apelo aos líderes da China para que tomem ações rápidas para acabar com suas práticas injustas de comércio.”

A Casa Branca teve o cuidado de esperar o fechamento das Bolsas de Valores para anunciar a medida. O texto informa que, entre 24 de setembro e 31 de dezembro, a tarifa aplicada será de 10%. A partir de 1º de janeiro, subirá para 25%. A onda protecionista está justificada como resultado de um processo da Seção 301, que trata de práticas injustas nas áreas de Propriedade Intelectual e de tecnologia.

Na visão de Trump, foram essas práticas de pequim as responsáveis pela transferência de tecnologia de empresas americanas para suas contrapartes chinesas.

“Esses práticas constituem uma séria ameaça à saúde e à prosperidade da economia dos Estados Unidos em longo prazo”, insistiu.

O comunicado da Casa Branca não trouxe a discriminação dos setores e produtos afetados pelas barreiras tarifárias. Referiu-se ao fato de a Representação dos Estados Unidos para o Comércio (USTR) ter informado e audiências e recebido comentários sobre as medidas adotadas hoje, mas previamente anunciadas em julho. Quase 400 companhias americanas participaram de audiências no USTR em agosto para pedir ao governo que não levasse adiante esse projeto.

O texto divulgado pela Casa Branca segue uma linha temática já conhecida da era Trump: nós pedimos e mudanças, pressionamos, não fomos atendidos, adotamos medidas e não toleraremos retaliações. O presidente dos Estados Unidos lembrou que impôs tarifas de 25% sobre um total de 50 bilhões de dólares importados da China em junho. Mas Pequim não alterou suas práticas. Ao contrário, impôs retaliação de 16 bilhões de dólares sobre as importações de produtos americanos.

“Como presidente, é meu dever proteger os interesses dos homens e mulheres trabalhadores, dos agricultores, dos pecuaristas, dos empresários e de nosso próprio país. Meu governo não permanecerá de braços cruzados quando esses interesses estão sob ataque.”

Durante o dia, enquanto semeava expectativas sobre este anúncio, o presidente americano declarou que “muito dinheiro está voltando aos cofres dos Estados Unidos”.  “Vocês vão ver o que estamos fazendo logo que a bolsa fechar hoje”, disse. O índice Dow Jones, entretanto, fechou a segunda com queda de 0,35%, e o S&P500, de 1,43%.

 

Comentários

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  1. Correto, não pode dar mole para país comunista.

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  2. Correto, não pode dar mole para países comunistas.

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