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Trump assina decreto para diminuir lista de vacinas infantis essenciais

Medida também prevê separar imunizantes contra sarampo, caxumba e rubéola e ampliar o intervalo entre as doses

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 ago 2026, 18h49 | Atualizado em 11 ago 2026, 10h43
Trump assina decreto para diminuir lista de vacinas infantis essenciais Priorizar nos meus resultados Google

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira, 10, uma ordem executiva que altera as recomendações federais para a vacinação infantil no país. A medida reduz a lista de imunizantes considerados essenciais pelo governo e prevê mudanças na forma de aplicação das vacinas, incluindo a separação da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR, na sigla em inglês), em três aplicações distintas.

A ordem orienta o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS), comandado por Robert F. Kennedy Jr., a alinhar as diretrizes americanas ao que o governo classifica como “padrão-ouro” adotado por outros países desenvolvidos. O texto também prevê que, sempre que possível, as vacinas sejam administradas individualmente e em consultas médicas diferentes.

Durante a cerimônia de assinatura na Casa Branca, Trump afirmou que a mudança busca reduzir o número de imunizantes aplicados de uma só vez. A proposta, porém, enfrenta uma dificuldade, já que vacinas infantis individuais contra sarampo, caxumba e rubéola não estão atualmente disponíveis nos Estados Unidos.

Trump também defendeu a distribuição das vacinas infantis ao longo de diferentes consultas médicas, ampliando o intervalo entre as aplicações. Segundo especialistas em saúde pública, a estratégia pode deixar crianças desprotegidas contra doenças evitáveis durante o período entre uma dose e outra.

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O calendário de imunização é elaborado considerando a idade em que cada vacina oferece maior proteção e o risco de exposição a determinadas doenças. O adiamento de doses, portanto, pode aumentar o período em que uma criança permanece suscetível a infecções.

A ordem também não permite ao governo federal determinar diretamente as regras de vacinação para a frequência escolar. Nos Estados Unidos, essa competência é dos estados. O texto, porém, orienta o governo federal a contestar políticas estaduais que estejam em desacordo com as novas recomendações.

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As polêmicas medidas de Donald Trump

Agenda de Kennedy

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A medida amplia a reformulação das políticas de Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde e conhecido crítico de vacinas . Em 2025, o governo Trump determinou uma revisão do calendário infantil com base em comparações com as recomendações de outros países desenvolvidos.

Kennedy também liderou mudanças na orientação sobre a vacina contra hepatite B, incluindo a retirada da recomendação universal para recém-nascidos, além da revisão da lista de imunizantes indicados para crianças.

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O secretário também têm questionado a relação entre o calendário de vacinação e o aumento dos diagnósticos de autismo. A hipótese, porém, não é respaldada pelo consenso científico. Décadas de pesquisas não encontraram evidências de que vacinas infantis causem autismo.

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