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Trump ameaça destruir uma usina ou ponte do Irã para cada ataque contra navios em Ormuz

Preço do petróleo dispara para US$ 94 em meio à tensão crescente no Oriente Médio, com quase duas semanas seguidas de ataques parte a parte

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 jul 2026, 12h06
Trump ameaça destruir uma usina ou ponte do Irã para cada ataque contra navios em Ormuz Priorizar nos meus resultados Google

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou que as forças americanas destruiriam uma ponte ou usina de energia do Irã para cada novo ataque contra embarcações no Estreito de Ormuz. O controle sobre nevrálgica rota marítima, por onde costuma passar 20% do petróleo consumido no mundo, está no centro do colapso do acordo provisório que Washington e Teerã assinaram há um mês.

Segundo Trump, alvos potenciais incluiriam instalações “localizadas próximas ou dentro” da capital, Teerã, e a resposta militar ocorreria após qualquer forma de ataque a navios no estreito, “seja por míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo ou arma”.

“Toda vez que a República Islâmica do Irã atacar uma embarcação no Estreito de Ormuz, seja com mísseis, drones ou qualquer outro tipo de arma ou munição, os Estados Unidos bombardearão e destruirão uma ponte ou uma usina de energia”, escreveu o presidente em sua plataforma Truth Social.

Ataques parte a parte

A ameaça veio após os Estados Unidos lançarem ataques contra território iraniano pela 11ª noite consecutiva. O Centcom, braço do Exército americano responsável pelo Oriente Médio, afirmou que a onda de bombardeios foi “projetada para continuar degradando a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial” no Estreito de Ormuz. Segundo o comando, a Guarda Revolucionária Islâmica disparou contra “mais de 30 navios comerciais” nos últimos três meses.

“Os ataques injustificados colocaram em risco centenas de marinheiros inocentes e prejudicaram a liberdade de navegação”, afirmou o Centcom, acrescentando que a via navegável permanecia “aberta para o trânsito de navios comerciais”.

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A mídia estatal iraniana relatou que defesas aéreas foram ativadas em Teerã. Explosões também foram registradas na cidade de Tabriz, no noroeste do país, nos portos de Chabahar e Konarak (sudeste) e na cidade de Bushehr (sul), onde fica a única usina nuclear do Irã. Em resposta, as forças do regime dos aiatolás dispararam contra o Kuwait, Bahrein e Jordânia.

O preço do petróleo disparou em resposta à mais recente escalada, subindo de US$ 70 no início de julho para US$ 94 nesta quarta-feira.

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Diplomacia ou escalada?

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que ainda há abertura para diplomacia, mas acrescentou que não acredita que o Irã esteja falando sério sobre as negociações.

Trump também não vem dando sinais de desescalada. O presidente dos Estados Unidos disse na terça-feira 21 que considerava ordenar bombardeios ao complexo conhecido como Pickaxe Mountain, uma instalação nuclear subterrânea onde se suspeita que o Irã esteja construindo uma unidade de enriquecimento de urânio secreta. “Vamos atacar essa área muito em breve, e com muita força”, garantiu ele durante conversa com repórteres na Casa Blanca, onde recebeu o presidente libanês, Joseph Aoun.

O comando militar iraniano Khatam Al-Anbiya afirmou que consideraria tal ataque “uma expansão da guerra na região”, ameaçando atacar “todos os interesses dos Estados Unidos, de seus aliados e apoiadores”, segundo a emissora estatal IRIB.

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Em paralelo, os hutis, rebeldes do Iêmen financiados pelo Irã, afirmaram ter imposto um embargo naval contra a Arábia Saudita e ameaçaram fechar completamente o Estreito de Bab el-Mandeb — a porta de entrada sul do Mar Vermelho, que tornou-se crucial mediante o bloqueio do Estreito de Ormuz. Trump, por sua vez, disse que “lidaria” com o grupo armado caso o alerta fosse colocado em prática. Por ora, dois petroleiros sauditas, com destino à China e à Índia, deram meia volta rumo ao Canal de Suez.

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