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Trump ameaça ‘caçar e prender’ jornalistas e fontes que revelaram falta de munição dos EUA

Reportagens do 'Washington Post', emissora CNN e agência Reuters apuraram que guerra no Irã deixou estoques baixos e presidente denuncia 'fake news'

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 ago 2026, 09h08 | Atualizado em 6 ago 2026, 09h31
Trump ameaça ‘caçar e prender’ jornalistas e fontes que revelaram falta de munição dos EUA Priorizar nos meus resultados Google

O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 6, que os Estados Unidos contam com um amplo estoque de munições e ameaçou com penas de prisão aqueles que sugerem o contrário, após uma série de reportagens de diferentes veículos apurarem que a guerra contra o Irã esgotou amplamente as provisões de mísseis de alta precisão e longo alcance, bem como mísseis defensivos que interceptam projéteis inimigos.

Em uma postagem na sua rede, a Truth Social, o ocupante do Salão Oval atacou as notícias publicadas pela imprensa sobre a queda no estoque de armas, sustentando que os Estados Unidos têm “quantidades maciças de ‘munições’, especialmente de certos tipos”, sem revelar mais detalhes.

“Além disso, grandes quantidades estão sendo fabricadas e enviadas aos Estados Unidos conforme o necessário. As empresas de defesa estão construindo o maior número de instalações e fábricas na história do nosso país”, acrescentou.

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Sem referir-se a nenhum veículo específico, Trump disparou que “os ‘vazadores’ das declarações traiçoeiras estão sendo caçados”, em referência às fontes consultadas pela imprensa sob condição de anonimato, e falou em solicitar “penas de prisão de longa duração” para punir a circulação dessas informações.

As reportagens

Recentemente, o jornal americano The Washington Post informou que Trump exigiu resposta sobre a escassez de munições do chefe do Pentágono, Pete Hegseth, na sexta-feira da semana passada, quando eles participaram de uma reunião de gabinete em Camp David.

Trump disse a Hegseth que acreditava que o problema das munições “já tinha sido resolvido”, segundo o Post, que citou duas fontes não identificadas que tinham conhecimento da conversa.

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O canal americano CNN também informou que a escassez de mísseis guiados de longo alcance e interceptadores de defesa aérea afetou a estratégia de Trump no conflito com o Irã, pois as forças militares americanas “praticamente esgotaram 80%” de suas reservas de interceptadores THAAD.

Já a agência de notícias Reuters apurou que os Estados Unidos usaram “praticamente todos” os Sistemas de Mísseis Táticos do Exército (ATACMS) e Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM), as principais classes de armamentos de alta precisão e longo alcance. Cada míssil desses custa aproximadamente US$ 1 milhão (mais de R$ 5 milhões).

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Ainda segundo a Reuters, o tema foi pauta de conversas dentro da administração Trump nas últimas semanas, abordando por quanto tempo os Estados Unidos podem continuar atacando o Irã sem reduzir o arsenal a “níveis que limitariam a capacidade dos militares de responder a crises em outros lugares”.

De acordo com o Washington Post, a escassez foi o principal motivo que levou Trump a cancelar novos ataques contra o Irã. O presidente havia falado em “abrir margem” para a diplomacia.

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‘FAKE NEWS’

O mandatário americano e a Casa Branca criticaram as reportagens da imprensa. A porta-voz do governo, Karoline Leavitt, classificou a cobertura do Post sobre a conversa entre Trump e Hegseth como “FAKE NEWS! “.

“Eu estava em Camp David com o presidente Trump e o secretário Hegseth. Isso literalmente nunca aconteceu”, escreveu ela no X.

O principal porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse que as reportagens sobre a discussão de Trump com Hegseth e sobre a escassez de armas eram “fictícias”.

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Em paralelo, o Ministério das Relações Exteriores do Irã negou qualquer negociação em curso com os Estados Unidos, apesar de Trump ter afirmado que Teerã está muito interessada em um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz.

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