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Trump agradece à Rússia e à China por ajuda com a Coreia do Norte

Presidente americano disse estar progredindo em suas negociações com Pyongyang, apesar do fracasso de sua reunião no Vietnã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu nesta sexta-feira, 26, à Rússia e à China por seu apoio ao processo de desnuclearização da Coreia do Norte. Ontem, o ditador norte-coreano Kim Jong-un se reuniu com o russo Vladimir Putin.

“Eu aprecio que a Rússia e a China nos ajudem”, disse Trump aos jornalistas na Casa Branca, acrescentando que não considera os dois países como rivais em uma luta para influenciar a Coreia do Norte.

O republicano disse ainda que já houve muito progresso para um pacto com Pyongyang. “Acredito que estamos indo muito bem com a Coreia do Norte. Estamos fazendo muitos avanços”, disse.

“Apreciei a declaração de ontem do presidente Putin. Ele também quer que aconteça. Acho que há muito entusiasmo em relação à ideia de chegar a um acordo com a Coreia do Norte”, afirmou Donald Trump.

Em sua primeira reunião com Kim, realizada em Vladivostok, na Rússia, Putin afirmou que o Kremlin defende o desarmamento nuclear do regime norte-coreano, mas defendeu a soberania de Pyongyang e criticou Washington, ao opinar que não se devem dar ultimatos nem fazer exigências unilaterais.

“Eles só precisam de garantias de segurança. Isso é tudo”, disse o presidente russo em entrevista coletiva depois de se reunir com Kim.

No entanto, Putin não tratou de um eventual alívio das sanções internacionais sobre a Coreia do Norte, um ponto crucial para o regime de Pyongyang.

Em um encontro com Kim há dois meses no Vietnã, Trump encerrou as negociações antes uma hora antes do previsto, e sem a assinatura de nenhum acordo. Segundo o presidente americano, a principal razão do desentendimento entre as duas delegações foi a exigência da Coreia do Norte de suspensão integral das sanções. Pyongyang, contudo, negou a informação.

O presidente americano disse ainda acreditar que parte da ajuda que vem recebendo dos chineses nas negociações está associada aos interesses de Pequim no fim da guerra comercial com os Estados Unidos.

“A China está nos ajudando porque quer, acho que não quer armas nucleares no seu país. Mas também acho que está nos ajudando pelo fato de estarmos em (negociação de) um acordo comercial que, com certeza, vai indo muito bem”, ressaltou o presidente americano.

Ontem, Trump disse que “em breve” receberá nos Estados Unidos o presidente da China, Xi Jinping. Analistas interpretaram o anúncio como um sinal de progresso nas negociações entre as nações.

Desde dezembro do ano passado, EUA e China trabalham para tentar acabar com a guerra comercial que começou em 2018, como resultado da agenda protecionista de Trump, que criticou duramente as políticas comerciais do gigante asiático.

O presidente americano recebe hoje na Casa Branca o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, com o qual também planeja conversar sobre as negociações com a Coreia do Norte.

Tanto o presidente dos Estados Unidos como Kim se mostraram abertos à realização de uma terceira reunião, mas até agora não se sabe de algum contato entre suas equipes de trabalho após o fiasco no Vietnã.

(Com AFP, EFE e Reuters)