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Trump acusa Google de manipular buscas sobre seu nome

Facebook e Twitter, a rede social favorita do presidente americano, também foram alvos de ataques

Por Denise Chrispim Marin Atualizado em 19 set 2018, 13h06 - Publicado em 28 ago 2018, 17h41

Depois de acusar o Google de “manipular” informações, na manhã desta terça-feira (28), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou à carga contra a gigante americana de tecnologia à tarde para acusá-la de “tirar vantagem das pessoas”. Desta vez, incluiu o Twitter, que usa que frequência, e o Facebook entre os seus mais recentes alvos.

“Penso que é uma coisa muito séria, uma acusação muito séria”, afirmou Trump no Salão Oval da Casa Branca, ao receber as visitas do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e do presidente da Associação de Futebol dos Estados Unidos, Carlos Cordeiro. 

“Então, eu penso que o Google e o Twitter e o Facebook estão trilhando um terreno muito problemático, e eles precisam ter cuidado. Não é justo com a maior parte da população.”

Nesta manhã, Trump aparentemente deu-se conta dos resultados negativos obtidos no aplicativo de buscas do Google quando seu nome é digitado. “Os resultados da pesquisa no Google para ‘Trump Notícias’ mostram apenas a exibição/divulgação de uma Mídia de Fake News”, afirmou presidente no Twitter.

“Em outras palavras, eles MANIPULAM sobre mim e sobre outros, de modo que quase todas as histórias e notícias são RUINS. A falsa CNN é proeminente nisso. A Mídia Justa republicana/conservadora está excluída. Ilegal?”, completou, valendo-se das letras maiúsculas como se fossem seus berros.

Trump não se mostrou satisfeito e influiu um novo post no Twitter, no qual alegou que 96% dos resultados de buscas a seu nome provêm da “Mídia Nacional de Esquerda” e que, deliberadamente, o Google suprime fontes de informação conservadoras e “notícias boas”. “Eles estão controlando o que podemos e não podemos ver. Essa é uma situação muito séria – será abordada!”, acrescentou.

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O presidente vem atacando os gigantes da mídia social dos Estados Unidos por supostamente censurar vozes conservadoras. Trata-se de alegação sem fundamentos, mas amplamente aceita por seus seguidores, assim como suas críticas agressivas e recorrentes aos grandes meios de comunicação do país.

O Google não tardou em reagir. Negou enfaticamente as acusações de Trump de que sua ferramenta de busca de notícias tenha sido manipulada. “A busca não é utilizada para estabelecer uma agenda política, e não manipulamos nossos resultados em relação a nenhuma ideologia política”, afirmou um porta-voz da empresa .

“Todos os anos, realizamos centenas de melhorias em nossos algoritmos para garantir que eles exibam conteúdo de alta qualidade em resposta a consultas dos usuários. Trabalhamos continuamente para melhorar a pesquisa do Google e nunca classificamos os resultados da pesquisa para manipular o sentimento político”, completou.

Uma pesquisa do Pew Research Center divulgada em junho mostrou que 43% dos americanos acreditam que as principais empresas de tecnologia apoiam mais as opiniões dos progressistas do que a dos conservadores. A sondagem constatou ainda que 72% deles aceitam a ideia de que as plataformas de mídia social censuram ativamente visões políticas opostas.

Entre os republicanos e os independentes republicanos, 85% disseram achar que os sites de mídia social intencionalmente censuram pontos de vista políticos, revela a pesquisa. No entanto, vários estudos sugerem que os conservadores estão prosperando nas mídias sociais.

O Twitter e o Facebook negaram qualquer tipo de censura no policiamento de suas plataformas.

(Com AFP)

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