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Trump aborta ataque dos EUA ao Irã para evitar 150 mortes

Em meio ao acirramento das tensões, presidente americano diz não ter pressa e avisa que Teerã 'nunca pode ter armas nucleares'

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 19h44 - Publicado em 21 jun 2019, 15h39

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 21, ter abortado um ataque militar contra o Irã 10 minutos de se dar, na noite quinta-feira 20, porque 150 pessoas seriam provavelmente mortas. O bombardeio seria represália pela destruição, pelas forças de Teerã, a um drone não tripulado, um aparelho de alta altitude de vigilância, que voava sobre as águas do Golfo de Omã.

Pelo Twitter, Trump afirmou não ter pressa, em uma indicação de que as tensões entre os Estados Unidos e o Irã continuam aquecidas. Mas, ao ter considerado as perdas de vidas de civis, indicou também alguma razoabilidade, em especial pouco depois do lançamento oficial de sua candidatura à reeleição em 2020.

“Na segunda-feira, eles (os iranianos) abateram um drone não tripulado que voava sobre águas internacionais.  Nós estávamos armados e carregados para retaliar na noite passada em três diferentes locais quando eu perguntei quantas pessoas iriam morrer. ‘150 pessoas, senhor’, foi a resposta do general. dez minutos antes do ataque, eu o parei”, escreveu Trump em seu perfil na manhã desta sexta-feira.

“Não proporcional ao abate de um drone não tripulado. Não tenho pressa, nossa área militar está reconstruída, nova e pronta para ir, a melhor de todo o mundo. As sanções está pegando (o Irã) e mais foram adicionadas na noite passada. O Irã não pode nunca ter armas nucleares, não contra os Estados Unidos e não contra o mundo!”, completou.

Segundo o jornal The New York Times, “não está claro por que Trump foi informado sobre as possíveis mortes tão tarde no processo de lançar uma ação militar”. Esse tipo de informação é uma das primeiras a ser discutida pelo presidente e os oficiais. As potenciais retaliações de Teerã contra os principais aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, especialmente, Israel, pode ter entrado no cálculo.

O governo do Irã informou ter abatido o drone assim que entrou no espaço aéreo do país. Também divulgou fotos de supostos fragmentos do aparelho e alegou que as peças foram colhidas em águas territoriais iranianas. Segundo o Times, um comandante da Guarda Revolucionária Iraniana, Amir Ali Hajizadeh, informou que um segundo avião americano, um P-3 de vigilância com 35 passageiros ou tripulantes, também violou o espaço aéreo do país. Mas a decisão tomada foi a de não abatê-lo.

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“Não fizemos isso.  Porque o nosso objetivo era advertir os americanos”, escreveu Jajizadeh no Twitter.

Conselho de Segurança

Os Estados Unidos pediram ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) uma reunião a portas fechadas na segunda-feira, 24, para tratar sobre o Irã. “Informaremos o Conselho sobre os mais recentes desdobramentos com relação ao Irã e apresentaremos informações adicionais da nossa investigação sobre os recentes incidentes com navios-tanques”, registrou a missão dos EUA na ONU em nota aos demais países do Conselho.

Também pelo Twitter, Trump alegou que as sanções americanas sobre o Irã tornaram a nação “muito mais fraca do que no início da minha Presidência”. Elas voltaram a ser aplicadas depois da retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear firmado em 1995 por seis países e o Irã. Segundo Trump, novas medidas estavam em curso contra Teerã, mas ainda não foram anunciadas pelo Departamento do Tesouro.

 

 

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