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Trudeau dissolve Parlamento e convoca eleições no Canadá

Chamuscado por escândalo de corrupção, primeiro-ministro se ancora na recuperação da confiança no seu partido, o Liberal

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, dissolveu nesta quarta-feira, 11, o Parlamento e convocou eleições gerais para o próximo 21 de outubro, em momento que as pesquisas mostram empate entre o Partido Liberal e o Partido Conservador, de oposição.

Trudeau esteve na residência oficial da governadora-geral do país, Julie Payette, que representa a rainha Elizabeth II em Ottawa, para solicitar a dissolução da Câmara dos Deputados.

“Os canadenses precisam tomar uma importante decisão. Voltar às políticas fracassadas do passado ou seguir caminhando para frente”, declarou o primeiro-ministro à imprensa após o encontro com Payette.

Ainda nesta quarta-feira, o líder do Partido Conservador, Andrew Scheer, atacou o chefe de governo, garantindo que os eleitores não podem confiar no primeiro-ministro e no Partido Liberal.

“Estamos mostrando aos canadenses como Justin Trudeau esteve mentindo de forma consistente aos canadenses”, garantiu o opositor, em entrevista concedida também em Ottawa.

O conservador ainda defende que, em quatro anos no poder, o atual primeiro-ministro “perdeu a autoridade moral para governar”, em referência a acusação de favorecimento a maior construtora do país, a SNC-Lavalin, acusada pagar subornos a integrantes do alto escalão do governo da Líbia, no regime de Muammar Kadhafi.

As pesquisas mostram que, apesar do caso da SNC-Lavalin ter reduzido as intenções de voto no primeiro-ministro, o Partido Liberal está se recuperando, graças a estratégia de creditar a Trudeau o salvamento de milhares de postos de trabalho no país.

Segundo a rede de rádio e televisão pública canadense, liberais e conservadores estão empatados em 33,8% das intenções de voto, depois de meses de vantagem dos oposicionistas.

Na província de Québec, chave para garantir maioria na Câmara dos Deputados, os liberais estão com uma clara vantagem sobre os conservadores, com 35,7% dos votos, contra 21,4%.

(Com EFE)