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Tribunal Penal Internacional pede que Interpol prenda Kadafi

Procurador solicita uma 'circular vermelha' devido a crimes contra humanidade

Por Da Redação 8 set 2011, 12h01

O Tribunal Penal Internacional (TPI) pediu nesta quinta-feira à Interpol que emita uma “circular vermelha” para prender Muamar Kadafi por crimes contra a humanidade. “Prender Kadafi é questão de tempo”, assinalou o procurador-geral Luis Moreno-Ocampo em comunicado, no qual explica que a “circular vermelha” tem como fim a detenção provisória de uma pessoa que está sendo procurada com vistas a sua extradição ou transferência para uma corte internacional.

Entenda o caso

  1. • A revolta teve início no dia 15 de fevereiro, quando 2.000 pessoas organizaram um protesto em Bengasi, cidade que viria a se tornar reduto da oposição.
  2. • No dia 27 de março, a Otan passa a controlar as operações no país, servindo de apoio às tropas insurgentes no confronto com as forças de segurança do ditador, que está no poder há 42 anos.
  3. • Após conquistar outras cidades estratégicas, de leste a oeste do país, os rebeldes conseguem tomar Trípoli, em 21 de agosto, e, dois dias depois, festejam a invasão ao quartel-general de Kadafi.
  4. • A caçada pelo coronel continua. Logo após ele divulgar uma mensagem em que diz que resistirá ‘até a vitória ou a morte’, os rebeldes ofereceram uma recompensa para quem o capturar – vivo ou morto.

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A procuradoria do TPI solicitou também à Interpol medida similar para a detenção de Saif al-Islam, filho do coronel, e Abdullah al Senussi, seu cunhado e diretor da inteligência militar do regime. Os três dirigentes líbios são acusado de uso de repressão violenta contra as revoltas na Líbia.

Para Ocampo, os três formavam um triângulo fundamental do regime líbio, sendo Kadafi a “autoridade absoluta”, seu filho, o “primeiro-ministro”, e Senussi, o “braço direito” e executor dos crimes, em alusão aos ataques contra a população civil. “Estes são crimes que não serão ignorados pela comunidade internacional”, assegurou nesta quinta-feira Ocampo, que informou que a procuradoria continua suas investigações na Líbia.

Recompensa – Enquanto isso, dentro da Líbia, o Conselho Nacional de Transição (CNT) segue forçando a rendição total dos aliados do ditador, na esperança de conseguir alguma pista sobre o paradeiro dele. A recompensa equivalente a 2,5 milhões de reais para quem encontrar o ex-ditador vivo ou morto ainda está valendo.

Nesta madrugada, foi divulgada uma nova mensagem do coronel, na qual ele nega categoricamente ter fugido do país em um comboio de autoridades líbias que partiram rumo a Níger no início da semana. Mantendo o tom de resistência, ele pediu, mais uma vez, que seus apoiadores se armem contra os rebeldes que avançam

(Com agência EFE)

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