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Tribunal militar dos EUA mantém sentença de Bradley Manning

A defesa do ex-soldado que vazou documentos confidenciais ao WikiLeaks tinha pedido clemência por considerar sua pena de 35 anos muito longa

Por Da Redação - 15 abr 2014, 16h16

Um general do Exército dos Estados Unidos confirmou nesta segunda-feira, a condenação a 35 anos de prisão contra o soldado Bradley Manning, acusado de vazar documentos confidenciais do governo, informaram fontes militares nesta segunda-feira. Manning foi sentenciado em agosto de 2013 por entregar cerca de 700.000 documentos secretos dos EUA ao site WikiLeaks, em 2010. Ele também foi expulso do Exército com desonra em função do vazamento.

A aprovação da sentença foi decidida em tribunal militar e aprovada pelo general Jeffrey Buchanan na semana passada. Buchanan decidiu em manter a pena após a defesa de Manning ter entrado, em março, com um recurso no Tribunal de Apelações Criminais do Exército. A defesa de Manning pedia clemência alegando se tratar da condenação mais longa já imposta por esse tipo de crime na história dos EUA.

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O jovem, declarado culpado em 20 das 22 acusações feitas pela promotoria, se livrou de uma condenação à prisão perpétua sem liberdade condicional ao ser inocentado do crime de “ajuda ao inimigo”. Ele também evitou a pena máxima, de 90 anos, que fora fixada como teto pela juíza na última fase processual pelos delitos de violações da lei de espionagem, roubo de informação do governo e abuso de sua posição no exército.

Manning, que está há mais de três anos sob custódia militar após sua detenção no final de maio de 2010, terá esse tempo considerado em sua pena, além dos 112 dias adicionais em compensação pelo regime de isolamento que passou em uma base militar em Quantico, no estado da Virgínia. O agora ex-soldado manifestou imediatamente após a sentença seu desejo de se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo e pediu que passasse a ser chamado de ‘Chelsea’.

Histórico – Manning, que cresceu no estado americano de Oklahoma e em Wales, na Grã-Bretanha, entrou para o Exército dos EUA em 2009 para ajudar a pagar seus estudos na universidade e para se livrar de seu desejo de ser uma mulher, disse a defesa em depoimento ao tribunal. Treinado como um analista de inteligência, ele foi enviado ao Iraque em 2009. Lá, ele se sentiu isolado da família e dos amigos e ficou desiludido com a guerra. Em maio do mesmo ano, colocou em prática o que se tornou o maior vazamento de documentos secretos da história americana.

(Com agência EFE)

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