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Tribunal francês condena monge a 5 anos de prisão por pedofilia

Paris, 1 dez (EFE).- A Justiça francesa condenou nesta quinta-feira a cinco anos de prisão o monge que confessou ter cometido atos de pedofilia dentro de uma congregação que, segundo ele, sabia de sua forma de atuar.

Pierre-Etienne Albert, que atualmente tem 60 anos e vive recluso em uma abadia, foi julgado no Tribunal Correcional de Rodez por ter tocado, acariciado e beijado 38 crianças de 5 a 14 anos entre 1985 e 2000, indicou a emissora ‘France Info’.

Ele mesmo confessou que a lista era muito maior e chegou a revelar 57 nomes, mas muitos desses casos não foram julgados porque ou haviam prescrito ou os fatos não foram esclarecidos.

Os casos ocorreram na comunidade católica de Béatitudes, uma congregação que proclama a vivência alegre da fé e que está sendo investigada na França por possíveis tendências sectárias.

Albert, que escrevia as canções dos monges e dirigia os coros, viajou por vários centros da congregação e, graças a seus trabalhos, teve acesso a muitas crianças.

Nesse contexto é que foram realizados os atos de pedofilia que o monge confessou na quarta-feira ao tribunal, onde pediu perdão a suas vítimas e mostrou seu desejo de que ‘encontrem consolo após o julgamento’.

O monge afirmou que relatou aos seus irmãos de congregação os casos pelos quais foi julgado, mas explicou que eles não fizeram nada a respeito, nem ao menos o tiraram das funções nas quais o contato com as crianças era mais habitual.

Nenhum dos responsáveis da congregação admitiu os fatos nem foi acusado de ocultação de denúncia, visto que os crimes já prescreveram. EFE