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Tribunal de Haia quer abrir investigação sobre massacres na Costa do Marfim

Iniciativa surge depois de relatos de que houve chacinas na tomada de Duekué pelos combatentes do presidente eleito Alassane Ouattara

Por Da Redação 6 abr 2011, 17h53

O procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), o argentino Luis Moreno Ocampo, anunciou nesta quarta-feira que quer abrir uma investigação sobre “os massacres cometidos de forma sistemática ou generalizada” na Costa do Marfim. O país vive conflitos internos desde as últimas eleições presidenciais, em que Alassane Ouattara venceu o pleito, mas seu rival Larent Gbagbo se recusou a deixar o poder. Nas últimas semanas o impasse político se converteu em combates armados.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) e outras entidades internacionais, houve chacinas em grande escala na tomada de Duekué – importante localidade situada no oeste do país- na terça-feira, 29 de março, pelos combatentes do presidente eleito Alassane Ouattara. Os registros vão de 330 mortos a mil “mortos ou desaparecidos”.

O TPI, com sede em Haia, pode abrir uma investigação a pedido do Conselho de Segurança da ONU, como é o caso da Líbia; a pedido de um Estado que faça parte do Estatuto de Roma, fundamento jurídico do Tribunal; ou por iniciativa do gabinete do procurador.

(Com agência France-Presse)


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