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Tribunal britânico permite extradição de Julian Assange para os EUA

Agora cabe a Priti Patel, ministra do Interior, decidir se fundador do WikiLeaks será levado aos Estados Unidos para responder às acusações de espionagem

Por Da Redação Atualizado em 20 abr 2022, 15h42 - Publicado em 20 abr 2022, 09h33

Um tribunal do Reino Unido aprovou formalmente nesta quarta-feira, 20, a extradição de Julian Assange para os Estados Unidos, para responder a acusações de espionagem. A decisão final de extraditar ou não o fundador do Wikileaks cabe à ministra do Interior, Priti Patel.

Assange, que ainda tem o direito de apelar, apareceu por vídeo durante a audiência em Westminster. Mark Summers, um dos advogados do acusado, disse que era necessário enviar o caso à ministra do Interior porque houve “novos desenvolvimentos” e “documentos sérios” sobre as sentenças e condições dos Estados Unidos seriam enviados a Patel.

A audiência ocorreu depois que a Suprema Corte recusou, no mês passado, o recurso de Assange contra sua extradição. Ele tentou contestar uma decisão em dezembro que determinou que ele poderia ser extraditado mediante garantias de autoridades americanas sobre condições aceitáveis de prisão no país.

Uma nova ordem de extradição foi emitida pelo magistrado-chefe, Paul Goldspring, nesta quarta-feira.

+ Vazou, está vazado; mas não acaba aí

Além de poder apresentar denúncias a Patel, os advogados de Assange também podem acessar outras vias para combater sua extradição. Isso pode incluir a contestação de outras decisões em primeira instância que ainda não foram objeto de recurso.

Na galeria pública do tribunal de magistrados de Westminster, reuniu-se uma grande multidão de apoiadores, incluindo a recém-esposa de Assange, Stella Moris (os dois se casaram na prisão de Belmash, no mês passado), e o ex-líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn.

Corbyn disse esperar que a ministra do Interior reconheça sua “enorme responsabilidade” de defender a liberdade de expressão, o jornalismo e a democracia e libertar Assange.

“Ele não fez mais do que contar ao mundo sobre planejamento militar, políticas militares e os horrores das guerras no Afeganistão e no Iraque e acho que merece ser agradecido”, disse o político.

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