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Três meses após ataque, Malala deixa hospital britânico

Jovem paquistanesa deve ser submetida a cirurgia craniana no final do mês

A jovem paquistanesa Malala Yousafzai, de 15 anos, baleada na cabeça pelo Talibã em 9 de outubro, deixou nesta sexta-feira o hospital Queen Elizabeth, em Birmingham, na Inglaterra, segundo a rede CNN. Ela havia sido transferida para lá dias depois do ataque, para receber tratamento especializado. O centro médico é conhecido por atender os soldados feridos no Afeganistão.

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A jovem continuará o seu tratamento em uma casa temporária da família Yousafzai na Inglaterra. Ela ainda deve ser submetida a uma cirurgia craniana no final de janeiro ou começo de fevereiro, segundo o hospital. “Depois de conversas com Malala e a sua equipe médica, decidimos que lhe fará bem passar um tempo com seus pais e irmãos. Ela voltará ao hospital e nossas equipes continuarão trabalhando com ela em sua casa para supervisionar o tratamento”, disse o doutor Dave Rosser.

Malala provocou a ira de membros do Talibã por defender o direito das garotas de estudar. O ataque resultou em uma grande comoção em todo o mundo e no Paquistão, onde um sentimento antitalibã foi registrado em várias regiões do país de mais de 180 milhões de habitantes, palco do aumento do fundamentalismo religioso nos últimos anos. Até o presidente do país condenou o episódio.

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A jovem ativista foi atacada em Mingora, a principal cidade do Vale de Swat (noroeste do Paquistão), quando voltava da escola. Dias depois, com a repercussão mundial do caso, um grupo de suspeitos foi preso.

Depois do ataque, a milícia fundamentalista divulgou comunicado dizendo que, se Malala sobrevivesse, eles atacariam novamente. Se a jovem voltar para o Paquistão, o governo afirma que ela terá proteção, assim como sua família.