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Três meninos da caverna e treinador recebem cidadania tailandesa

Membros do time de futebol Javalis Selvagens faziam parte de uma comunidade apátrida na fronteira da Tailândia

A Tailândia concedeu na quarta-feira (8) cidadania para três dos meninos que passaram mais de duas semanas presos em uma caverna no norte do país e seu treinador de futebol.

Os três jogadores do time de futebol Javalis Selvagens e o técnico faziam parte da comunidade apátrida que geralmente reside na fronteira da Tailândia com os vizinhos Mianmar, Camboja, Malásia e Laos.

“Ao fornecer a esses rapazes e ao treinador a cidadania, a Tailândia dá a eles a oportunidade de sonhar com um futuro melhor e alcançar seu máximo potencial”, disse Carol Batchelor, assessora especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) sobre a comunidade apátrida.

“Abre o caminho para que alcancem suas aspirações e participem como membros plenos da sociedade a qual pertencem”, completou.

O reconhecimento formal, que chega um mês depois do midiático resgate, garante a eles o acesso a direitos e serviços básicos, como a liberdade de movimento, casamento e acesso à compra de um imóvel, entre outros.

“As pessoas apátridas frequentemente enfrentam uma vida cheia de incertezas”, disse Batchelor, ao elogiar o “exemplo positivo” dado pela Tailândia.

Somsak Khanakham, chefe do distrito de Mae Sai — cidade da província de Chiang Rai e perto de onde está localizada a caverna —, entregou os documentos que credenciam a nacionalidade do quarteto durante uma cerimônia ontem .

Ele disse durante o ato, retransmitido pelo Facebook, que todos eles cumpriam os requisitos para obter os documentos. Além disso, afirmou que a entrega da cidadania não tem relação com o midiático caso da caverna.

Os doze adolescentes, entre 11 e 16 anos, e seu treinador, de 26, entraram na caverna Tham Luang durante uma excursão no dia 23 de junho, quando uma súbita tempestade inundou o caminho de saída da gruta.

As operações de resgate contaram com a participação de mais de 1.300 pessoas e com mergulhadores de todo o mundo. Os meninos só foram retirados da caverna em 10 de julho. Durante os trabalhos de socorro, o mergulhador voluntário Saman Kunan acabou morrendo.

(Com EFE)