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Trem espanhol estava a 190 kh/h; mortos chegam a 78

Descarrilamento, em trecho em que a velocidade máxima é de 80 km/h, ocorreu perto da estação de Santiago de Compostela, na linha que liga Madri a Ferrol

O número de mortos no acidente de trem ocorrido nesta quarta-feira em Santiago de Compostela, no noroeste da Espanha, subiu para 78, segundo o jornal El País, após mais corpos terem sido retirados de um dos vagões que descarrilou. Funcionários da empresa espanhola administradora de ferrovias, do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e policiais, entre outros serviços de emergência, trabalham desde a madrugada com a ajuda de dois enormes guindastes para levantar os vagões mais danificados na tragédia. Fontes da investigação informaram na manhã desta quinta-feira à agência EFE que o maquinista reconheceu que estava a uma velocidade de 190 km/h – na área em que aconteceu o descarrilamento, o limite era restrito a 80 km/h.

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O condutor – que saiu ileso – também informou que o trem, que fazia a linha Madri-Ferrol, estava a mais de 200 km/h ao fazer a curva anterior. A via férrea foi construída recentemente para receber trens de alta velocidade.

O episódio provovou forte comoção na Espanha, já que hoje, 25 de julho, é o Dia Nacional da Galícia, a principal festividade de Santiago de Compostela, que atrai milhares de turistas e peregrinos. “A cena é muito impressionante. Há um vagão que ficou preso por outro e os serviços de emergência ainda não conseguiram chegar até ele”, disse Alberto Núñez Feijoo, presidente da junta da Galícia, em entrevista a emissora de rádio Cadena Ser.

Os bombeiros informaram que a prioridade é abrir as portas dos treze vagões que foram atingidos. Um dos vagões ficou destruído, outro pegou fogo e um terceiro foi lançado a 5 metros de altura e 15 de distância da via.