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Dois jordanianos são mortos e um israelense é ferido em embaixada em Amã

Confronto entre um israelense e um jordaniano ocorre em um momento tenso na região, após o governo de Israel instalar câmeras em recinto sagrado muçulmano

Por Da Redação - Atualizado em 23 jul 2017, 21h11 - Publicado em 23 jul 2017, 16h34

Dois jordanianos foram mortos e um israelense foi ferido por tiros neste domingo em um prédio residencial no complexo da embaixada de Israel em Amã, capital da Jordânia, de acordo com informações atualizadas do Diretório de Segurança Pública do país. Em comunicado, a agência de segurança disse que os jordanianos tinham entrado no prédio para fazer serviços de carpintaria. O comunicado não explicou o que motivou os tiros.

Os dois jordanianos morreram mais tarde em decorrência dos ferimentos, de acordo com a agência de segurança e um site de notícias ligado aos militares da Jordânia. Um dos jordanianos era um médico que estava no local. O site disse ainda que o homem israelense estava em condição “instável”. O Ministério de Relações Exteriores de Israel não comentou o incidente.

O confronto ocorre em meio a uma nova escalada de tensão, após o governo israelense instalar câmeras de segurança e detectores de metal nos acessos à Esplanada das Mesquitas. Milhares de jordanianos saíram às ruas na sexta-feira, após a oração semanal, para protestar contra a nova política de segurança de Tel Aviv. Israel fechou temporariamente o acesso à Esplanada em 14 de julho, após o ataque de um árabe-israelenses que resultou na morte de dois policiais. Posteriormente, as autoridades israelenses instalaram os detectores.

Às medidas de segurança seguiu-se nova onda de violência. Quatro palestinos morreram em confrontos com as forças de segurança em Jerusalém Oriental e Cisjordânia. Três israelenses da mesma família foram assassinados na própria casa por um palestino em uma colônia israelense em território ocupado.

A Liga Árabe convocou neste domingo uma reunião urgente de ministros de Relações Exteriores para o dia 26 de julho para tratar do tema. A Jordânia, que tem a custódia dos lugares sagrados de Jerusalém Oriental, denunciou a atuação das autoridades israelenses.

(Com Estadão Conteúdo, EFE e AFP)

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