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Texas executa homem condenado por estupro e assassinato de jovem em 1998

"Perdoa-os o senhor porque não sabem o que fazem" foram as últimas palavras de Larry Swearingen

Por EFE - 22 ago 2019, 02h00

O estado americano do Texas executou nesta quarta-feira Larry Swearingen, um homem condenado a morte pelo estupro e assassinato de uma jovem em 1998, crime do qual garantiu ser inocente até ter recebido a injeção letal.

Swearingen, de 48 anos, foi declarado morto às 18h47 (local, 20h47 de Brasília) na prisão de Huntsville, próxima a Houston, segundo o Departamento de Justiça Criminal do Texas.

“Perdoa-os o senhor porque não sabem o que fazem”, disse o preso ao ser perguntado pelas suas últimas palavras antes da dose letal de barbitúrico sintético Pentobarbital.

Melissa Trotter, a vítima no caso, era uma universitária de 19 anos que desapareceu em 8 de dezembro de 1998. Foi vista pela última vez por uma de suas professoras saindo da biblioteca acompanhada de um homem.

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Swearingen se tornou rapidamente o principal suspeito do desaparecimento da jovem, depois que amigos da vítima o identificaram, o que o levou à prisão em 11 de dezembro por crimes de tráfico pendentes.

Segundo o promotor Kelly Blackburn, ambos se conheciam, e Swearingen matou Melissa porque ela não queria ter sexo com ele. Em 2 de janeiro de 1999, caçadores encontraram o corpo da estudante na floresta nacional Sam Houston, cerca de 100 quilômetros ao norte de Houston. A jovem havia sido estuprada e estrangulada com uma meia-calça.

Durante a investigação, as autoridades acumularam provas contra Swearingen, como uma meia-calça, que garantem ser o par usado para estrangular Melissa, além de um maço de cigarros e o isqueiro da vítima.

Também foram encontrados uma ligação feita de um repetidor próximo ao local em que foi encontrado o corpo e vestígios de que a moça esteve na caminhonete do condenado.

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No entanto, Swearingen defendeu a inocência até o momento da execução, e os seus advogados atacaram as provas apresentadas pelos promotores com as quais foi condenado à morte.

“A execução acontece sobre a base de uma ciência legista que beira o limite do charlatanismo. De fato, é charlatanismo”, acusou o advogado do homem executado, James Rytting, em entrevista ao jornal “Texas Tribune”.

Em 2017, as autoridades descobriram que Swearingen convenceu um serial killer de mulheres que cumpria pena com ele no corredor da morte do Texas e que seria executado em poucas semanas a se dizer o assassinato de Melissa. A ideia era que Anthony Shore, conhecido como “o assassino do torniquete”, deixasse uma confissão póstuma.

A execução de hoje foi a quarta do ano no Texas, onde ainda estão previstas outras 11 até o fim do ano, e a 12ª em todo o país. Desde que a Suprema Corte reintroduziu a pena de morte nos Estados Unidos, em 1976, foram executados 1.502 presos, 562 deles no Texas, mais que em nenhum outro estado.

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