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Teste de DNA confirma que sequestrador é pai de menina

Amanda Berry deu à luz com a ajuda de Michelle Knight, também sequestrada

Um exame de DNA confirmou que Ariel Castro é o pai da menina de seis anos que nasceu no cativeiro de onde três mulheres foram resgatadas no início desta semana em Cleveland. A informação foi dada pelo procurador-geral do estado americano de Ohio. A mãe da criança é Amanda Berry, que tinha 16 anos quando desapareceu, em abril de 2003.

Nesta quinta, a rede americana CNN publicou reportagem informando que Michelle Knight, outra das mulheres sequestradas, foi quem ajudou a dar à luz a menina. Segundo fontes policiais ligadas à investigação. Quando o bebê nasceu, ficou alguns instantes sem respirar e Castro teria dito que, se a criança morresse, mataria Michelle.

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“O mais incrível é que uma garota que não sabe nada sobre partos foi capaz de ajudar a trazer ao mundo um bebê que agora é uma saudável criança de seis anos”, disse a fonte.

A informação de que a criança era filha de um dos sequestradores já havia sido divulgada na terça-feira, pouco depois da libertação de Amanda, Michelle e Gina DeJesus. Além de Ariel, também foram detidos seus dois irmãos, Pedro e Onil. Mas polícia não encontrou, até o momento, provas de que os dois estavam ligados ao crime.

Abortos – Apesar da informação de que Ariel teria ameaçado uma das mulheres por causa da criança, Michelle também contou ter engravidado cinco vezes do sequestrador e ter sido obrigada a abortar. A promotoria quer acusar Castro de assassinato pelos abortos forçados. Ele já terá de responder por quatro denúncias de sequestro e o estupro. No caso de homicídio, o estado de Ohio prevê a possibilidade de punição com pena de morte.

O hospital em que Michelle estava internada anunciou nesta sexta que ela deixou a unidade. Segundo a porta-voz Tina Shaerban-Arundel, a mulher pediu que sua privacidade continuae a ser respeitada e agradeceu aos que a apoiaram. “Ela gostaria que a comunidade soubesse que ela está extremamente agradecida pelos muitos presentes e flores”, disse, em comunicado divulgado pela internet.

Michelle foi a última a deixar o hospital. Enquanto esteve internada, ela rejeitou visitas de familiares. As outras duas ex-reféns foram para casas de parentes na quarta-feira.

(Com agência Reuters)