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Testamento de Pinochet é aberto por ordem judicial

Documento não revelou surpresa e favorece apenas a família do ex-ditador

O testamento do ex-ditador chileno Augusto Pinochet (1915 – 2006) foi aberto nesta quarta-feira, mais de cinco anos depois de sua morte, e beneficia de forma exclusiva sua família. A divulgação do documento foi feita por ordem judicial e visa a garantir o pagamento de tributos e eventuais indenizações em julgamentos que ainda estão em andamento contra o ex-ditador.

“A finalidade de abrir o testamento está relacionada a um conjunto de ações no qual o fisco possui interesse, particularmente em matéria tributária ou para eventuais ações indenizatórias”, explicou aos jornalistas o advogado do Conselho de Defesa do estado (CDE), Carlos Mackenney.

A família de Pinochet não concordava em abrir o testamento, pois temia conflitos internos entre os parentes do ex-ditador. Mas isso não se concretizou. “Contém disposições testamentárias normais. Não há informações sobre bens, e sim a frase ‘aqueles bens que existiram no momento do falecimento'”, acrescentou o jurista do CDE.

Os bens de Pinochet, que governou o Chile entre 1973 e 1990, estão avaliados em cerca de 26 milhões de dólares. A fortuna, localizada em bancos estrangeiros, está embargada graças a uma investigação sobre sua origem.

(Com agência France-Presse)