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Tesouro americano impõe sanções contra 15 espiões russos

Agentes teriam interferido nas eleições presidenciais de 2016 em favor da vitória de Donald Trump

Por Da Redação Atualizado em 19 dez 2018, 21h31 - Publicado em 19 dez 2018, 21h03

O Tesouro dos Estados Unidos adotou nesta quarta-feira, 19, sanções contra 15 membros da agência de inteligência russa GRU pela sua suposta interferência nas eleições presidenciais de 2016 e por pirataria na Agência Mundial Antidoping.

As sanções também atingem Ruslan Boshirov e Alexander Petrov, agentes da GRU que teriam participado da tentativa de homicídio do ex-espião russo Sergei Skripal e de sua filha, no Reino Unido em março passado. Eles usaram, para tanto, uma substância química fabricada pela Rússia nos anos 1980. Um casal inglês acabou também contaminado.

As sanções envolvem a proibição a cidadãos americanos e empresas com filiais nos Estados Unidos, como muitos bancos estrangeiros, de fazerem negócios com os alvos do Tesouro. Os ativos desses cidadãos russos e das empresas nos Estados Unidos serão congelados.

“Os Estados Unidos continuarão trabalhando com seus parceiros e aliados internacionais para atuar coletivamente a fim de evitar e de se defender da contínua e maligna ação da Rússia, de seus representantes e das agências de inteligência”, declarou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

“O Departamento do Tesouro está sancionando agentes russos envolvidos em operações cibernéticas para interferir nas eleições de 2016 e em uma ampla gama de atividades malignas”, completou.

  • O Tesouro, entretanto, anunciou que  acabará com as sanções contra o gigante de alumínio russo Rusal e duas companhias relacionadas. A medida se deve ao fato de bilionário Oleg Deripaska, que estava na lista negra, ter cortado drasticamente a sua participação nessas firmas.

    Em relatório revelado em dezembro de 2017, as agências de inteligência dos Estados Unidos concluíram que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou a seus agentes interferirem nas eleições americanas porque sentia uma “clara” preferência por Donald Trump.

    Durante a campanha eleitoral, o portal WikiLeaks vazou e-mails prejudiciais para Hillary Clinton, adversária democrata do atual presidente nas eleições. As mensagens revelavam que a direção do Partido Democrata tramou para que ela vencesse o senador Bernie Sanders nas primárias.

    (Com EFE e AFP)

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